Santa Catarina é reconhecida por produzir o melhor maracujá do Brasil, título relacionado às características da fruta, como tamanho, formato e preenchimento de polpa. O maracujá, que até pouco tempo figurava apenas como papel secundário em propriedades rurais. Agora está se transformando em uma cultura rentável na região.
A colheita desta temporada, iniciou em dezembro e findou no mês passado, e animou os produtores. A associada da Cooperja, Silvia Regina Mandelli Luzzietti comemora mais uma boa safra da fruta, que somou mais de 20 mil kilos, sendo 40 toneladas por hectare.
Ela conta que começou plantar há três anos no terreno onde mora, na localidade de Soares, em Araranguá. Foi uma alternativa à cultura do fumo, que não estava dando tanto lucro e a mão de obra era escassa. Atualmente, são 1,2 hectares dedicados a fruta. “Sempre plantei fumo, era uma cultura muito comum na minha infância. Mas a três anos investimos no maracujá e, foi muito bom. Me arrependo de não ter investido antes neste plantio”, afirma Silvia.
A associada lembra que a primeira safra foi muito boa, deu para cumprir com as despesas e ainda sobrou. Sendo que com o fumo há tempo, não conseguia. Silvia deposita toda sua colheita na Cooperja e compra todos os insumos que precisa nas lojas agropecuárias. “Temos a consultoria do engenheiro agrônomo da Cooperativa, que nos ajuda muito no manejo e preparo para alcançarmos bons resultados. E com este auxílio, já começamos a fazer as nossas próprias mudas com todo cuidado que é exigido”, comenta.
A equipe de técnicos da Cooperja auxilia os produtores a promover o máximo de conforto para a planta, seja através da cobertura de solo, uma adubação bem equilibrada e, a utilização somente de defensivos recomendados.
Para o engenheiro agrônomo da Cooperja, Delcio Vieira Macarini é importante aliar as recomendações técnicas e a dedicação do produtor para obter bons resultados, e discutir a melhor forma de fazer e atuar. “É uma satisfação como profissional ajudar as pessoas não só produzirem maracujá, mas sim melhorar sua qualidade de vida e ainda possibilitar a viabilidade dos filhos nesta atividade”, destaca Macarini.
A família fala ainda que sempre participa do Campo Agroacelerador da Cooperja e elogia todas demonstrações e fóruns que são dedicados ao sucesso da lavoura. “Sempre trazemos muita informação importante que podemos adotar em nossa propriedade. È uma cultura que aprendi junto com meus pais e, pretendo dar continuidade, para prosperar ainda mais”, afirma o filho Tiago que é o braço direito nos pais nos negócios da família.