Durante a pandemia brincadeiras que podem ser feitas com distanciamento entre famílias foram muito procuradas e indicadas por profissionais da área da educação física. Em entrevista a nossa equipe o Professor Elvis Aguiar de Araranguá contou a história do sorvebol e deu dicas de como praticá-lo.

O sorvebol nasceu no dia 30 de julho de 2003, na cidade de Belo Horizonte, estado de Minas Gerais, durante suas aulas de educação física na escola estadual Professor Agnelo Correia Viana. A origem do nome sorvebol veio pelo fato que a bola mais o cone davam um formato de casquinha de sorvete, daí o nome foi batizado de sorvebol.

Em uma de suas aulas o professor Cláudio recolheu um cone esportivo e pediu para um aluno devolver uma bola, o aluno jogou a bola, e o professor encaixou bola no cone invertido, e com isso o professor decidiu fazer algo diferente para deixar suas aulas mais atrativas, pegou um cone esportivo e uma bola de iniciação esportiva, utilizando uma quadra de vôlei, com regras adaptadas, com isso desenvolvia a nova modalidade esportiva, no princípio o objetivo do jogo era fazer a bola cair no campo adversário. Com passar do tempo, foram estudadas e desenvolvidas às regras oficiais e os materiais oficiais da modalidade.

Sua prática foi implantada nas escolas municipais da capital mineira em 2006,nos Programas Segundo Tempo, Escola Integrada e aulas de educação física. Com a criação de torneios internos e regionais, a prática logo ganhava adeptos, seu crescimento foi um sucesso entre crianças, adolescentes e adultos.

Segundo o Professor Elvis: “No sorvebol os jogadores utilizam cones e bola, disputado em quadras de superfícies sintéticas, cimento, areia (praia) e gramado. A quadra é dividida em duas por uma rede. Para disputar uma partida, participam no jogo nas categorias simples (um contra um) em duplas, quartetos, mistos e paralímpico – misto (homens e mulheres) ou não.

O objetivo do jogo é fazer a bola cair no campo adversário. Cada jogador tem um cone para sacar a bola, receber dar passes e lançar ao campo adversário. Lembrando que a brincadeira pode ser feita em casa em tempos de pandemia.

SET DO JOGO

São dois sets de 21 pontos, com pontos diretos sem vantagens. O set é vencido pela equipe que marcar primeiro 21 pontos, com uma vantagem mínima de dois pontos sobre os pontos da equipe adversária. No caso de um empate em 20 pontos, a partida continua até que seja atingida uma diferença de dois pontos. Vence o jogo quem ganha dois sets.
Caso haja empate em sets vencidos, 1-1 será disputado um tie-break, no qual a equipe ou (individual simples) que marcar 15 pontos primeiro vencerá o tie-break, com uma diferença de dois pontos para o adversário, ganha o set. Em caso de diferença menor a dois pontos, segue-se o tie-break até que a diferença seja cumprida.

TOQUES DE BOLA / TOQUES DAS EQUIPES

Cada equipe tem direito a tocar a bola, no máximo, três vezes para retorná-la por cima da rede ao campo adversário, (exceto em partida de simples onde não há troca passes).

RECEPÇÃO DA BOLA E FALTAS DE JOGO

O jogador não pode rebater a bola, corta, chutar ou bloquear a bola com o cone. É preciso encaixar a bola no cone. Não é permitido tocar a bola com as mãos, ou qualquer parte do corpo.

TRÊS SEGUNDOS

Cada jogador pode permanecer com a bola por até três segundos no máximo, após este tempo é marcado falta e ponto para o adversário. Cada jogador pode dominar a bola com no máximo dois quiques no cone, no terceiro considera-se como um toque irregular, é marcado falta e ponto para o adversário.