A Celesc passa a cobrar, a partir desta sexta-feira (23), tarifas 10% mais baixas para a recarga de veículos elétricos em toda a sua rede pública de eletropostos em Santa Catarina. A medida torna a mobilidade elétrica mais acessível e amplia a competitividade do custo por quilômetro rodado.
A nova tabela já está em vigor e vale para o período de janeiro a abril de 2026, abrangendo tanto estações rápidas quanto semirrápidas. O reajuste é resultado de um estudo de mercado que analisou os preços praticados por redes públicas e privadas em diferentes regiões do país.
Com a mudança, o valor do kWh nas estações rápidas passou de R$ 2,49 para R$ 2,29, enquanto nas semirrápidas caiu de R$ 2,19 para R$ 1,99. Segundo a Celesc, a redução reforça a vantagem da recarga elétrica em relação aos combustíveis fósseis, especialmente diante do crescimento da frota de veículos elétricos e híbridos plug-in no Estado.
Além do novo preço, a companhia implantou um sistema de pagamento simplificado via QR Code. O motorista pode escanear o código disponível no eletroposto, acessar o link pelo navegador do celular e realizar o pagamento sem a necessidade de aplicativos ou cadastros complexos.
A modernização acompanha a expansão da rede, com estações distribuídas em regiões estratégicas do litoral, do Oeste e da Serra. Atualmente, o corredor elétrico da Celesc conta com 38 eletropostos em 28 municípios, com previsão de chegar a 100 cidades em 2026, mantendo distância média de até 50 quilômetros entre recargas.
Para o diretor de Geração, Transmissão e Novos Negócios da Celesc, Elói Hoffelder, a redução tarifária está alinhada à estratégia de fortalecimento da infraestrutura para a mobilidade sustentável. Segundo ele, a combinação entre energia limpa, rede confiável e custo competitivo é fundamental para ampliar a adoção dos veículos elétricos em Santa Catarina.
A iniciativa também traz benefícios diretos aos consumidores e ao Estado, como acesso a tecnologia moderna, menor impacto ambiental e maior segurança para quem investe em veículos de zero emissão, além de impulsionar o turismo sustentável e a transição energética.












