A rede municipal de saúde de Criciúma deu um passo importante na ampliação das políticas de saúde da mulher. A partir de agora, o município oferta gratuitamente o Implanon, um implante contraceptivo subdérmico. O método de longa duração, que permanece ativo por até três anos, passa a ser disponibilizado para mulheres mediante avaliação clínica nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), conforme informado pela administração municipal.
A iniciativa é viabilizada por uma parceria entre os entes federativos: o Ministério da Saúde fornece o dispositivo, enquanto o Município de Criciúma assegura a equipe profissional e os insumos necessários para a realização do procedimento.
“É mais uma alternativa segura e eficaz para quem quer planejar sua vida reprodutiva com autonomia. A nossa rede amplia o acesso e garante orientação qualificada”, afirmou o prefeito Vagner Espindola sobre a inclusão do novo método.
Como ter acesso ao método
O protocolo para a inserção do implante foi desenhado para ser desburocratizado. As interessadas devem procurar sua unidade de saúde de referência e passar por uma consulta com um profissional habilitado. Segundo a Secretaria de Saúde, não são exigidos exames complexos prévios; o único requisito obrigatório é a confirmação de que a paciente não está grávida. Para agilizar o processo, o teste de gravidez pode ser feito na própria unidade, com resultado imediato.
“Estamos oferecendo o implante com avaliação cuidadosa e orientação completa. A paciente é atendida como em qualquer consulta, com segurança clínica e informação para tomar uma decisão consciente”, explicou o secretário municipal de Saúde, Deivid Freitas.
Diferencial no atendimento pós-parto
Além da oferta nas UBSs, Criciúma estabeleceu um fluxo diferenciado para puérperas. A inserção do Implanon pode ser realizada no pós-parto imediato dentro do Hospital Materno Infantil Santa Catarina, unidade que é referência em pré-natal e partos na região.
Esta estratégia é monitorada pela Área Técnica de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde. O objetivo é garantir que as mulheres já saiam da maternidade com o planejamento reprodutivo assegurado, caso seja de sua vontade.
A pasta reforça que, independentemente do local de inserção, todas as pacientes recebem orientações detalhadas sobre os benefícios, possíveis efeitos colaterais e contraindicações. As autoridades de saúde alertam, contudo, que o método hormonal não substitui os cuidados de barreira.
“É importante deixar claro: o implante evita gravidez, mas não previne infecções sexualmente transmissíveis. Por isso, reforçamos o uso de preservativo e o acompanhamento na rede”, completou Freitas.












