O Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen/SC), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES), consolidou sua atuação estratégica em 2025 com a entrega de resultados expressivos para a vigilância em saúde. Segundo dados oficiais da SES, a instituição alcançou a marca de 1.116.980 análises e ensaios realizados ao longo do ano, reforçando a segurança sanitária catarinense.
Este desempenho foi impulsionado por um ciclo de modernização tecnológica. Com um investimento total de R$ 1,5 milhão, o laboratório incorporou 177 novos equipamentos ao seu parque tecnológico. O aporte financeiro contemplou a aquisição de tecnologias de PCR em tempo real, câmaras de refrigeração científica e cabines de segurança, beneficiando a unidade central em Florianópolis e as sedes regionais.
Eficiência operacional e novos diagnósticos
Além do volume de exames, a agilidade na resposta laboratorial foi um dos principais avanços registrados em 2025. Na divisão de produtos, o tempo médio para a liberação de laudos foi otimizado, caindo de 15 para 12 dias. O aumento na demanda foi sentido especialmente em setores como virologia, bacteriologia, tuberculose, micologia e zoonoses.
“O laboratório ampliou o acesso a diagnósticos críticos, como o teste molecular para Gonococo e Clamídia, agora disponível para todos os municípios catarinenses. Também foram consolidadas técnicas para o diagnóstico molecular de Hanseníase e monitoramento de bactérias multirresistentes”, explica o diretor do Lacen, Marcio Pacheco de Andrade.
A capacidade de resposta a emergências também foi ampliada com a implementação da metodologia de dosagem de metanol. No campo da virologia, chamou a atenção a alta procura por exames de biologia molecular para vírus respiratórios, mantendo um patamar elevado de solicitações mesmo fora dos períodos sazonais tradicionais.
Educação e monitoramento colaborativo
A atuação do Lacen em 2025 também se destacou pela cooperação técnica e educação permanente. A instituição promoveu treinamentos para profissionais de saúde e colaborou em cursos de ensino a distância focados em doenças de origem hídrica e alimentar (DTHA).
Essas iniciativas são complementadas por parcerias estratégicas com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC) e o Instituto Butantan, por meio do projeto CeVIVAS. Essas colaborações permitem o monitoramento contínuo de linhagens da Covid-19, Dengue e Influenza no estado.
No âmbito ambiental e social, o laboratório mantém o controle da qualidade da água em comunidades indígenas (DSEI) e em áreas de balneabilidade, em um trabalho conjunto com o Instituto do Meio Ambiente (IMA).












