Exportadores de setores como aço, alumínio, cimento, ferro, fertilizantes, eletricidade e hidrogênio precisam estar atentos às normas do Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM). O mecanismo, adotado pela União Europeia e em vigor desde o início de janeiro de 2026, busca evitar a “fuga de carbono” e incentivar práticas sustentáveis no comércio global. Segundo informações da FIESC, a medida impõe taxas sobre produtos importados de países que não possuem padrões equivalentes de controle de emissões de gases de efeito estufa.
Na prática, as empresas brasileiras que desejam vender para o mercado europeu deverão comprovar a pegada de carbono de seus produtos. A exigência é focada especialmente em indústrias intensivas em energia. Para a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias (FIESC), Maitê Bustamante, o CBAM sinaliza uma transformação profunda. “Para a indústria, o tema deixa de ser uma discussão de longo prazo e passa a exigir preparação imediata, com investimentos em mensuração de emissões, eficiência energética e estratégias de descarbonização”, pontua Bustamante.
Impacto Na Competitividade E Sustentabilidade
O mecanismo não deve ser visto apenas como uma barreira comercial, mas como uma oportunidade para valorizar empresas que investem em práticas sustentáveis. Com a nova regulação, produtos com menor intensidade de carbono ganham competitividade em mercados mais exigentes. No cenário de Santa Catarina, a antecipação a esses movimentos é vista como estratégica, dado o perfil diversificado da indústria estadual e sua forte relação com o mercado europeu.
“A adaptação às exigências do CBAM envolve não apenas adequações técnicas, mas também planejamento estratégico e acesso a informações qualificadas”, frisa Maitê Bustamante. Para auxiliar nesse processo, a documentação detalhada sobre as normas está disponível diretamente no site da Comissão Europeia.
Apoio Da FIESC E Gestão De Efluentes
A Federação das Indústrias tem trabalhado ativamente na orientação das empresas catarinenses. O foco está em ajudar o setor produtivo a compreender os impactos regulatórios e a encontrar soluções que garantam a competitividade durante a transição para uma economia de baixo carbono. Dúvidas sobre o mecanismo podem ser enviadas à federação pelo e-mail geint@fiesc.com.br.
Além das discussões sobre carbono, a FIESC também tem pautado o controle de efluentes. Durante reunião recente da entidade, o consultor Luís Henrique Cândido da Silveira detalhou os parâmetros necessários para o controle de emissão de efluentes líquidos industriais. Complementando as ações de sustentabilidade, Julia Iasmin apresentou o programa WEEN ESG, da Pronatur, que oferece suporte na implantação de práticas ambientais, sociais e de governança para empresas que buscam estruturar sua jornada sustentável.












