Torres lidera o número de atendimentos por lesões causadas por águas-vivas no Litoral Norte do Rio Grande do Sul durante os primeiros 44 dias da Operação Verão 2025/2026, segundo boletim divulgado pelo Corpo de Bombeiros Militar do RS (CBMRS) nesta segunda-feira (26). No período, foram registrados 89.558 casos na região, impulsionados pelas altas temperaturas, mudanças na salinidade da água e pelo aumento do fluxo de turistas.
De acordo com o levantamento, Torres contabilizou 14.699 atendimentos, mantendo-se no topo do ranking entre os 12 pontos monitorados pelos guarda-vidas. Em seguida aparecem Capão da Canoa, com 12.694 registros, e Arroio do Sal, com 9.094. Capão Novo somou 8.071 ocorrências, seguido por Xangri-lá (7.498), Imbé Norte (7.051), Tramandaí (6.682) e Cidreira (5.549).
O número total de casos representa um aumento de 31% em relação ao mesmo período da temporada anterior. Segundo o CBMRS, as condições ambientais favorecem a proliferação das águas-vivas, elevando o risco de contato com banhistas, especialmente em períodos de grande movimento nas praias.
Em caso de lesão, a Secretaria Estadual da Saúde orienta que o atendimento realizado pelos guarda-vidas costuma ser suficiente. O procedimento inclui lavar o local com água do mar, retirar cuidadosamente os tentáculos sem esfregar, aplicar vinagre, quando necessário, utilizar compressas frias e manter a vítima calma. A recomendação é evitar o uso de água doce, substâncias caseiras ou o contato com animais mortos na areia, que ainda podem provocar acidentes.












