A Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense) realizou, na noite de sexta-feira (6/2), a cerimônia festiva de colação de grau de uma nova turma do curso de Direito. O evento, sediado no salão nobre da AM Master Hall, marcou a primeira solenidade de formatura da instituição no ano de 2026. O ato reuniu autoridades acadêmicas, professores e familiares para celebrar a transição dos estudantes ao mercado de trabalho e à carreira jurídica.
A conquista do diploma e a mobilidade estudantil
Entre os novos bacharéis, o evento destacou histórias de dedicação e superação. Rosineide Rocha dos Santos Stonislówski, natural de Sinope, no Mato Grosso, percorreu 2.600 km para concluir sua graduação na instituição catarinense. Segundo informações da Agecom Unesc, a agora egressa justificou a escolha pela universidade devido ao suporte e às perspectivas oferecidas aos alunos. “Estou muito feliz. É um sonho realizado. Encontrei aqui alegrias, vitórias e oportunidades”, afirmou Rosineide.
A outorga de grau foi presidida pela reitora em exercício e presidente do Conselho Universitário, Gisele Silveira Coelho Lopes. A mesa de honra contou ainda com a presença do paraninfo da turma, professor Jean Gilnei Custódio; do patrono e coordenador-adjunto do curso, Leandro Alfredo da Rosa; e da coordenadora de Direito, Márcia Piazza, além de representantes de entidades jurídicas regionais.
Ética e humanidade no exercício da profissão
Em seu pronunciamento oficial, a reitora em exercício enfatizou que a formação acadêmica vai além do domínio das leis, exigindo uma postura ética diante da sociedade. Gisele destacou que aplicar a lei demanda técnica, mas a prática da justiça exige consciência e empatia. “Exige escuta. Exige empatia. Exige coragem para defender direitos mesmo quando isso não é confortável. Exige lembrar, todos os dias, que o direito não existe para servir ao poder, mas para proteger pessoas”, salientou.
A reitora abordou ainda os desafios contemporâneos da área jurídica, como a intolerância e a desigualdade. Segundo ela, o respeito deve ser o valor fundamental do novo profissional. “Respeito que não é concessão, nem favor. Respeito que é reconhecimento. Reconhecimento de que cada pessoa carrega em si um valor que não depende de origem, condição social, gênero, raça, crença ou posição política. O direito nasce exatamente dessa premissa: toda pessoa é um fim em si mesma. Quando o respeito se rompe, a dignidade é ferida e, quando a dignidade é ferida, o direito é convocado a agir”, declarou.
Compromisso com o bem comum e o papel social
Ao reforçar o caráter comunitário da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes convocou os graduados a exercerem a profissão com responsabilidade social, independentemente da área escolhida, seja na advocacia, magistratura, Ministério Público ou docência. Ela ressaltou que o Direito só cumpre sua função quando está comprometido com a vida e com a justiça social. “Que vocês sejam profissionais tecnicamente competentes, sim, mas sobretudo humanamente responsáveis. Que sejam firmes na defesa da lei, mas sensíveis na defesa da dignidade”, concluiu.
O impacto da atuação profissional na vida real
O paraninfo da turma, professor Jean Gilnei Custódio, reforçou a importância da formação humana oferecida pela universidade. Em seu discurso, ele pontuou que a carreira jurídica lida com conflitos e expectativas reais de indivíduos. “A profissão que escolheram é nobre, mas também exigente. O Direito não lida com abstrações. Lida com pessoas reais, com conflitos reais, com dores, expectativas e sonhos. Cada peça escrita, cada audiência, cada decisão tomada tem impacto direto na vida de alguém”, sublinhou o professor.
Custódio finalizou sua fala lembrando que o diploma é o início de uma nova fase de cobranças éticas. “O diploma que hoje recebem não representa um ponto final, representa o momento em que o mundo começa a exigir de vocês mais do que respostas corretas: passa a exigir postura, ética e humanidade”, afirmou.
A cerimônia foi encerrada seguindo as tradições da Unesc, com uma homenagem aos familiares e a leitura do 4º Mandamento Cívico de Coelho Neto, reforçando a instrução como um dote imperecível e um instrumento de liberdade.












