A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e o secretário de Defesa Social do estado, Alessandro Carvalho Liberato de Mattos, prestam depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado nesta terça-feira (10). A audiência está agendada para as 9h e ocorre em atendimento ao requerimento do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que atua como relator do colegiado. O objetivo da oitiva é colher dados técnicos sobre a atuação de grupos criminosos e os desafios enfrentados pela gestão estadual na segurança pública.
De acordo com informações da Agência Senado, os depoentes comparecem na condição de convidados. Para o relator Alessandro Vieira, as informações fornecidas pelo governo de Pernambuco são essenciais para mapear a dinâmica das facções em diferentes regiões do país e identificar gargalos que impedem o avanço das operações de combate ao crime.
Estratégias de inteligência e combate à lavagem de dinheiro
A participação da governadora e do secretário visa detalhar as metodologias aplicadas no estado para conter o avanço de organizações ilícitas. Em seu requerimento (REQ 1/2025 – CPICrime), o senador Alessandro Vieira reforçou a necessidade de compreender os obstáculos operacionais e financeiros das polícias.
”A oitiva dos convidados é imprescindível para que esta comissão possa compreender, entre outros temas, as estratégias de inteligência em curso, as dificuldades operacionais enfrentadas, os gargalos no combate à lavagem de dinheiro por essas organizações e as ações de cooperação entre os estados e o governo federal”, destacou o senador.
Continuidade dos trabalhos da comissão no Senado
A CPI do Crime Organizado é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) e segue um cronograma de audiências com chefes de executivos estaduais de diversas regiões. O plano de trabalho prevê que, além de Pernambuco, sejam ouvidos os governadores do Amapá, Bahia, Ceará, Alagoas, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e do Distrito Federal.
Até o momento, a comissão já colheu depoimentos do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. Os trabalhos buscam consolidar um diagnóstico nacional sobre a segurança pública e propor melhorias na legislação e na integração entre as forças estaduais e federais.












