O Sindicato de Hotéis e Restaurantes em nome da sua categoria no litoral norte gaúcho contesta a cobrança da taxa de esgoto incluída nas contas de água recebidas em janeiro, após os valores serem multiplicados pelo número de quartos, gerando aumentos considerados abusivos. A medida atinge estabelecimentos da região e motivou uma série de negociações com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).
A cobrança começou a ser questionada quando empresários perceberam que o valor da taxa era calculado por unidade habitacional, o que elevou significativamente o custo mensal. Diante da falta de esclarecimentos iniciais, o setor buscou apoio junto à Fecomércio, deputados estaduais, câmaras legislativas e à Federação de Hotéis, além do sindicato da categoria.
A redação do Portal Amorim em conversa com a presidente do Sindicato dos Hotéis e Restaurantes do Litoral Norte, Ivone Ferraz, explicou que estão participando de diversas reuniões com a direção da Corsan, incluindo encontros com a executiva e com a presidente da companhia, em Porto Alegre. Apesar das tentativas de diálogo, até o momento não houve consenso sobre os critérios da cobrança nem sobre a sua retirada.
A Corsan propôs a suspensão da taxa por um período de três anos, mas a alternativa foi rejeitada pelos empresários. Segundo os hoteleiros, a medida não resolve o problema e pode caracterizar concordância com a cobrança futura por “economias”, como a empresa define as unidades.
“Por conta da cobrança estar sendo multiplicada pelas unidades, existe uma sazonalidade de oito meses, que a Corsan pode levar em conta”, diz a representante Ivone Ferraz.
O setor defende a retirada definitiva da taxa e afirma que seguirá buscando negociações para evitar impactos financeiros nos estabelecimentos e prejuízos à atividade turística no litoral.












