Durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Araranguá, realizada nesta quarta-feira (18), o vereador Samuca utilizou a tribuna para cobrar esclarecimentos do Governo do Estado sobre a gestão do Hospital Regional de Araranguá (HRA). O parlamentar questionou o cancelamento do edital anterior (nº 001/2025) e a publicação de um novo processo licitatório, ocorrida na última sexta-feira, véspera de Carnaval, que alterou as regras de participação para as entidades interessadas na administração da unidade.
Histórico e mudanças no processo seletivo
De acordo com o parlamentar em pronunciamento na Câmara Municipal, o edital que previa a definição da nova organização social para o HRA foi interrompido no final do ano passado. A nova publicação, segundo Samuca, traz regras ampliadas, mas apresenta poucas mudanças práticas em relação ao documento anterior. O vereador relembrou que o tema já havia sido debatido em 2025, durante audiência pública presidida por ele, que contou com a participação de gestores municipais e representantes da Secretaria de Estado da Saúde para avaliar o desempenho do hospital.
Indicadores de eficiência e aprovação popular
A preocupação levantada no Legislativo fundamenta-se nos índices de qualidade apresentados pela atual gestão. Samuca destacou que o Hospital Regional de Araranguá possui atualmente 97% de aprovação por parte da população e uma taxa de infecção hospitalar de aproximadamente 1%.
O vereador ressaltou ainda que a estrutura passou por melhorias significativas por meio de aditivos contratuais, citando a ampliação da UTI Neonatal, que saltou de 5 para 18 leitos, além do reforço no atendimento de especialidades como glaucoma e terapia intensiva. “O IMAS tem contrato até novembro de 2028. Se a intenção é ampliar a capacidade de atendimento, por que não fazer aditivo contratual, como já foi feito em outras especialidades?”, indagou o parlamentar durante a sessão.
Comparativo com outras unidades de saúde
Para embasar a discussão, foram exibidas imagens comparativas da evolução estrutural do hospital sob a administração atual, além de reportagens que detalham crises financeiras, greves e problemas físicos em outras unidades hospitalares de Santa Catarina. Outros integrantes da Câmara de Vereadores acompanharam o posicionamento de Samuca, reforçando a necessidade de se preservar a continuidade do serviço prestado aos moradores do Extremo Sul Catarinense.
Convocação para esclarecimentos técnicos
Ao finalizar sua manifestação, o vereador reiterou a importância de que o secretário de Estado da Saúde compareça ao Legislativo para detalhar as razões técnicas que motivaram a anulação do edital anterior e as novas diretrizes estabelecidas. “Estou com o novo edital em mãos e pouco ou quase nada mudou”, pontuou Samuca, reforçando que a transparência é essencial para garantir que a transição ou manutenção da gestão não prejudique os pacientes da região.













