A companhia aérea Azul finalizou, nesta sexta-feira (20), seu processo voluntário de reestruturação financeira realizado nos Estados Unidos, segundo informações da Agência Brasil. A conclusão do procedimento, conduzido perante a Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York, permitiu à empresa sair do regime de recuperação judicial (Chapter 11) com um balanço patrimonial fortalecido, visando maior estabilidade e crescimento sustentável no longo prazo. O encerramento ocorre após o pagamento integral do financiamento de recuperação e a liquidação da oferta pública de ações iniciada em fevereiro de 2026.
Redução de dívidas e encargos financeiros
O processo resultou em uma diminuição significativa do passivo da companhia. De acordo com o comunicado da Azul, houve uma redução de aproximadamente US$ 1,1 bilhão em empréstimos e financiamentos. Além disso, o endividamento relacionado ao arrendamento de aeronaves caiu quase 40%, enquanto a estimativa de pagamentos anuais de juros teve um recuo superior a 50% em comparação aos níveis anteriores à reestruturação.
Acordos com credores e investidores
A implementação das medidas foi viabilizada por meio de acordos com os principais credores, incluindo os detentores de títulos de dívida e a AerCap, maior arrendadora de aeronaves da empresa. O processo também contou com o suporte estratégico das companhias United Airlines e American Airlines. A Azul afirmou que a reestruturação permite que a empresa se posicione de forma mais competitiva no mercado de aviação.
Atualização do capital social
Com a finalização das etapas financeiras, o novo capital social da Azul passou a ser de R$ 21.756.852.177,39. Este montante está dividido em 54.730.851.778.811 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal. A saída do Chapter 11 consolida a reorganização da estrutura de capital, garantindo o cumprimento dos compromissos firmados durante o período de supervisão judicial norte-americana.













