O coração da mulher possui características únicas e sinais de alerta que muitas vezes passam despercebidos na correria do dia a dia. Em entrevista à 102.9 Amorim FM, a cardiologista Dra. Araceli Thomaz revela por que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte feminina, como identificar sintomas atípicos como náuseas e cansaço extremo, e o impacto real da menopausa e do estresse emocional, como na Síndrome do Coração Partido. Confira as orientações para uma vida mais longa e saudável.
O coração da mulher é uma engrenagem de resiliência, programado para a vida, para o cuidado e para bater no ritmo de múltiplas jornadas. No entanto, esse mesmo motor de força muitas vezes emite sinais silenciosos que o mundo — e as próprias mulheres — ainda custam a decifrar.
A diferença entre o coração feminino e o masculino
Durante muito tempo, a medicina olhou para o infarto através de uma lente masculina. Porém, como explicou a Dra. Araceli, o coração da mulher é fisicamente diferente — menor e menos musculoso — e reage de forma distinta às agressões do tempo e do estresse. “Nós fomos programadas para suportar mais dor devido ao parto, o que faz com que nosso limiar seja diferente e, muitas vezes, acabamos subestimando sinais graves”, pontuou a especialista.
Essa diferença biológica reflete diretamente na forma como o corpo avisa que algo está errado. Enquanto o homem costuma sentir a dor clássica no peito que irradia para o braço, a mulher pode enfrentar um cenário muito mais sutil e perigoso.
Sintomas que as mulheres não podem ignorar
O cansaço que parece ser apenas o reflexo de um dia exaustivo ou uma náusea atribuída a algo que não caiu bem podem ser, na verdade, um pedido de socorro do coração. Dra. Araceli destacou que as mulheres são frequentemente subdiagnosticadas porque seus sintomas são “atípicos”.
Fique atenta a estes sinais:
Falta de ar súbita ao realizar tarefas que antes eram simples.
Náuseas, tonturas ou mal-estar que lembram uma indigestão.
Dores nas costas, na mandíbula ou um desconforto esquisito nos braços.
Inchaço persistente nas pernas e palpitações.
O peso das emoções e a Síndrome do Coração Partido
A história da saúde feminina também passa pelas emoções. A Dra. Araceli mencionou a Síndrome de Takotsubo, conhecida como Síndrome do Coração Partido. Em situações de estresse extremo ou tristeza profunda, o corpo libera uma carga tão alta de adrenalina que pode “machucar” o músculo cardíaco, simulando um infarto real. Como a mulher muitas vezes carrega a sobrecarga emocional da família e do trabalho, esse risco torna-se uma realidade presente em consultórios de Sombrio e região.
Menopausa e a perda da proteção natural
Outro capítulo importante dessa jornada é a menopausa. Durante a juventude, os hormônios femininos funcionam como um escudo para as artérias. Quando essa proteção biológica sai de cena, o risco cardiovascular sobe drasticamente. É nesse período que a rigidez dos vasos aumenta e a atenção com exames preventivos deve ser redobrada, transformando a consulta com o cardiologista em uma aliada indispensável do envelhecimento saudável.
Pequenas mudanças para uma vida longa
A boa notícia é que a história do seu coração pode ter um final feliz através da prevenção. A especialista reforçou a importância da “higiene do sono”, explicando que é durante a noite que o coração realmente descansa e os hormônios se equilibram. Além disso, a prática de musculação foi citada como essencial para manter o metabolismo e a estrutura corporal na maturidade.
Para as mulheres de Sombrio que desejam iniciar esse cuidado, a Dra. Araceli Thomaz atende na clínica Cardiovita e na Sua Imagem, além de atuar no Hospital Dom Joaquim. Contatos podem ser feitos pelo WhatsApp (51) 99194-1917 ou pelo Instagram @draaracelithomaz.













