Os trabalhadores do Hospital Materno Infantil Santa Catarina, em Criciúma, decidiram manter a greve por tempo indeterminado durante assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (5). A paralisação envolve principalmente enfermeiros e técnicos de enfermagem e ocorre devido a pendências trabalhistas que ainda não foram solucionadas.
De acordo com o presidente do Sindisaúde Criciúma, Cléber Ricardo da Silva Cândido, algumas demandas chegaram a ter encaminhamentos parciais, mas ainda existem problemas considerados relevantes pela categoria. Entre eles estão dívidas relacionadas a empréstimos consignados de trabalhadores e inconsistências na folha de pagamento.
Outro ponto citado pelo sindicato é a falta de regularização completa dos valores referentes ao complemento do piso nacional da enfermagem, que deveria ter sido repassado aos profissionais. Segundo Cléber, a decisão pela continuidade da greve ocorreu após meses de espera pela solução das pendências.
“Os trabalhadores aguardaram por muito tempo a resolução total dessas questões e decidiram paralisar até que os problemas sejam efetivamente resolvidos”, afirmou.
Mesmo com a paralisação, os serviços considerados essenciais seguem em funcionamento. Os atendimentos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e no Pronto-Socorro continuam ocorrendo normalmente. Nos demais setores do hospital, as atividades operam com 50% do quadro de funcionários, conforme prevê a legislação.
Atualmente, o Hospital Materno Infantil Santa Catarina possui cerca de 320 trabalhadores.













