O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta semana a redução das taxas de juros em empréstimos destinados a mulheres que integram cooperativas de crédito no Brasil. A medida foi divulgada na sede do banco, no Rio de Janeiro, durante evento em referência ao Dia Internacional da Mulher, com o objetivo de ampliar o acesso feminino ao crédito e fortalecer o cooperativismo.
A nova condição começa a valer a partir de abril e prevê diminuição do spread cobrado pelo banco. Para cooperadas das regiões Norte e Nordeste, a remuneração do BNDES cairá de 0,85% para 0,50% ao ano. Já nas demais regiões do país, a taxa será reduzida de 1,25% para 0,85% ao ano.
Além da redução dos juros, o prazo de pagamento dos financiamentos será ampliado. O tempo máximo para quitação passará de 12 para até 15 anos, com dois anos de carência antes do início do pagamento das parcelas. Segundo o banco, a mudança deve reduzir o valor das prestações e ampliar a capacidade de acesso ao crédito.
De acordo com a Agência Brasil, atualmente, as cooperativas de crédito somam cerca de 20 milhões de associados, dos quais aproximadamente 44,5% são mulheres. Mesmo assim, apenas 27% das operações do programa de financiamento do BNDES são contratadas por elas.
O presidente do banco, Aloizio Mercadante, afirmou que fortalecer o cooperativismo é uma das prioridades da instituição e destacou a importância de ampliar a participação feminina nas cooperativas, especialmente entre mulheres que sustentam famílias ou administram pequenos negócios e propriedades rurais.
Desde 2023, o programa de crédito via cooperativas também passou por outras mudanças, como o aumento do limite de financiamento de R$ 30 mil para até R$ 100 mil. Entre 2023 e 2025, os recursos do BNDES repassados por cooperativas e bancos cooperativos somaram R$ 99,5 bilhões.
Durante o evento, o banco também anunciou novas iniciativas voltadas ao desenvolvimento socioeconômico de mulheres, incluindo até R$ 80 milhões para o programa BNDES Periferias, que apoiará projetos de capacitação e empreendedorismo feminino em comunidades.
Outras ações incluem financiamento para projetos de segurança pública voltados à proteção das mulheres, como construção de delegacias especializadas, fortalecimento da patrulha Maria da Penha e melhoria da iluminação pública em cidades que adotem políticas de enfrentamento à violência de gênero.













