A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) e a Academia FIESC de Negócios realizam, no dia 16 de abril, o Radar Tech 2026 em Florianópolis para debater a expansão da robótica industrial e os impactos da hegemonia asiática na competitividade local. O encontro ocorre em resposta ao crescimento acelerado do setor, que deve registrar um incremento global de 6% neste ano, conforme dados da Federação Internacional de Robótica (IFR), consolidando a tecnologia como fator essencial para a sobrevivência das empresas no mercado internacional.
De acordo com a IFR, o estoque operacional de robôs atingiu o recorde histórico de 4,6 milhões de unidades em 2024, representando uma alta de 9% em relação ao ano anterior. O movimento é acompanhado de perto pelas lideranças industriais catarinenses. “As indústrias de SC precisam entender esse movimento tanto sob a ótica do desenvolvimento da tecnologia quanto em relação aos ganhos de competitividade que as empresas asiáticas podem alcançar e seus efeitos sobre a produção local”, avalia o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.
Impactos da robotização na produtividade fabril
O investimento em automação inteligente é motivado, primordialmente, pela busca por eficiência produtiva. Segundo pesquisa realizada pela Oxford Economics, a implementação dessas tecnologias tem potencial para reduzir os custos de produção em até 20%, sendo que 70% dessa economia é derivada diretamente do aumento da produtividade.
O setor deve movimentar US$ 346 bilhões globalmente até o encerramento de 2026. A tendência de adoção é corroborada por um estudo do Gartner, que estima que 80% das empresas já terão implementado alguma forma de automação até o final de 2025. Para este ano, a expectativa é de que 575 mil novas unidades sejam instaladas mundialmente.
Liderança asiática e o cenário catarinense
A distribuição do parque robótico mundial revela uma concentração geográfica significativa. Segundo a IFR, apenas cinco países — China, Japão, Coreia do Sul, EUA e Alemanha — controlam 80% dos robôs industriais do planeta. A Ásia consolidou sua liderança ao responder por 74% de todas as novas instalações recentes, com a China detendo, sozinha, mais de 50% do total global.
Para discutir como a indústria local pode se inserir nesse contexto, o Radar Tech 2026 contará com a participação de especialistas como Gil Giardelli, da 5ERA, que abordará a disrupção robótica, e Paulo Cunha, da AWS, que discutirá a democratização do acesso a tecnologias emergentes em cenários de restrição orçamentária. O evento também apresentará casos práticos de empresas como a WEG, demonstrando a aplicação de dados globais na realidade de Santa Catarina.
Tecnologias emergentes e inteligência artificial
Além da robótica, o evento em Florianópolis dedicará espaço aos avanços da inteligência artificial aplicada ao ambiente fabril e à disseminação de tecnologias em indústrias de diferentes portes. Essas tendências são monitoradas pelo SENAI por meio de sua rede de Institutos de Inovação e Tecnologia, que oferece formações voltadas ao novo cenário produtivo. As atividades do Radar Tech 2026 ocorrerão na sede da FIESC, com foco em integrar o conhecimento técnico às estratégias de negócios das empresas catarinenses.










