EconomiaCopom define taxa Selic sob pressão do petróleo e guerra

Copom define taxa Selic sob pressão do petróleo e guerra

O Comitê de Política Monetária (Copom) inicia nesta terça-feira (28), em Brasília, a reunião para definir o novo patamar da taxa Selic, motivado pela necessidade de conter o avanço inflacionário em um cenário de instabilidade no mercado de energia global decorrente do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. De acordo com informações da Revista Oeste, o encontro ocorre em um momento em que a disparada nos preços do petróleo ameaça encarecer combustíveis e transportes no território nacional.

Impacto do cenário externo e inflação

A autoridade monetária brasileira enfrenta o desafio de equilibrar a política de juros com uma inflação acumulada de 4,14% nos últimos 12 meses. Embora o índice atual esteja dentro do teto de 4,5% estabelecido pelo governo, o Banco Central (BC) demonstra preocupação com a duração da guerra no Golfo Pérsico, que pode contaminar os modelos de projeção de preços a longo prazo.

Além da questão energética, com o barril do petróleo superando a marca de US$ 100, a valorização do dólar e a turbulência nos mercados internacionais exercem pressão adicional sobre o comitê. Segundo a Revista Oeste, a estratégia da instituição deve ser de cautela: “BC manterá um tom duro para segurar as expectativas, mesmo que opte por cortar os juros agora”.

Projeções para a taxa Selic até o fim de 2026

Analistas do mercado financeiro estimam que a Selic encerre o ano de 2026 em aproximadamente 13%. Existe um ceticismo generalizado quanto à possibilidade de os juros retornarem a patamares de um dígito durante a atual gestão de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central, devido à necessidade de manter taxas restritivas para atingir a meta inflacionária de 3%.

Expectativa do mercado financeiro

O anúncio oficial da decisão do Copom será realizado na noite de quarta-feira, 29 de abril. O colegiado busca um ponto de equilíbrio entre o estímulo à atividade econômica e o risco de que os conflitos no Oriente Médio provoquem o estouro do teto da inflação. Assim que o comunicado for divulgado, o mercado financeiro deve ajustar suas apostas e posições para o restante do ano.

 

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