O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) formou, entre os meses de março e abril de 2026, 48 novos especialistas por meio do Curso de Prevenção e Combate a Incêndio Florestal (CPCIF). A iniciativa, realizada em território catarinense, visa reforçar a capacidade de resposta operacional da corporação diante do aumento sazonal de riscos de queimadas, provocado pela redução dos volumes de chuva e pela baixa umidade características da estação de outono.
De acordo com informações divulgadas pela corporação, as capacitações foram divididas em duas turmas com duração de 15 dias cada. O treinamento combinou atividades teóricas e práticas voltadas à especialização dos profissionais, que agora atuam como multiplicadores de conhecimento. Esse modelo permite que as técnicas aprendidas sejam disseminadas para outros militares, fortalecendo a atuação em todas as regiões do estado.
Conteúdo técnico e especialização das equipes
Durante o CPCIF, os bombeiros foram submetidos a uma rotina de estudos que abrangeu a teoria básica do fogo, formas de propagação e o comportamento das chamas em diferentes cenários. O currículo também incluiu o estudo detalhado da cobertura florestal catarinense, organização de equipes e normas de segurança fundamentais para operações de risco.
Segundo o presidente da Coordenadoria de Combate a Incêndio Florestal do CBMSC, major Vinicius Moura Marcolim, a qualificação é uma peça estratégica para o planejamento da instituição. “Essa formação é fundamental para que nossos bombeiros atuem com ainda mais segurança e eficácia nas ocorrências de incêndio florestal. Além do conhecimento técnico, eles saem preparados para multiplicar esse aprendizado, fortalecendo toda a corporação no enfrentamento a esse tipo de ocorrência”, afirmou o major.
Monitoramento e prevenção durante o outono
Dados estatísticos da corporação indicam que, embora o ano de 2026 apresente uma redução nos índices — com 165 registros nos primeiros quatro meses, contra 209 no mesmo período de 2025 — a atenção permanece redobrada. A queda na umidade relativa do ar e o acúmulo de material combustível seco na vegetação tornam o cenário propício para o surgimento de novos focos.
Para mitigar esses riscos, o CBMSC reforça que a prevenção é uma tarefa compartilhada com a população. A orientação oficial é que se evitem queimadas ilegais, o descarte de bitucas de cigarro em áreas de vegetação e o acendimento de fogueiras em locais inadequados. Em caso de identificação de qualquer foco de incêndio, a recomendação é o acionamento imediato da corporação por meio do telefone de emergência 193.











