A Petrobras implementou um reajuste de 19,2% no preço do gás canalizado vendido às distribuidoras em todo o território nacional, com validade iniciada nesta sexta-feira, 1º de maio. De acordo com informações apuradas pela Revista Oeste, a medida foi motivada pela valorização de 24,3% do petróleo tipo Brent e por oscilações no câmbio entre os meses de fevereiro e abril, apesar da redução de 14,1% no índice Henry Hub, que serve como referência internacional para o setor.
Fatores de impacto no mercado
O aumento anunciado pela estatal atinge diretamente o fornecimento para residências, estabelecimentos comerciais e o Gás Natural Veicular (GNV), utilizado em frotas e veículos de passeio. Embora o reajuste na refinaria seja de 19,2%, o custo final percebido pelos consumidores depende de outros fatores que compõem o preço, como as tarifas de transporte, as margens de lucro das distribuidoras e dos postos, além da incidência de tributos federais e estaduais.
Perspectivas e novos aumentos
O cenário para o setor de energia permanece sob pressão. A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) declarou que “já estimava um aumento próximo de 20%” e sinalizou que o mercado pode enfrentar novos desafios em breve. Segundo a entidade, há uma projeção para um novo reajuste em agosto, que “poderia elevar os preços da molécula de gás em até 35%”.
Reajustes em outros combustíveis
Além do impacto no gás canalizado, a Petrobras também promoveu mudanças em outros segmentos da cadeia produtiva. Na mesma semana, a companhia elevou o preço do querosene de aviação (QAV) em 18%. Esse movimento reforça a tendência de pressão sobre os custos operacionais de diversos setores da economia brasileira neste primeiro semestre de 2026, refletindo a volatilidade do mercado internacional de energia.











