SaúdeYpê retoma produção após liberação da Anvisa

Ypê retoma produção após liberação da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a retomada das atividades da fábrica da Ypê, localizada em Amparo, no interior de São Paulo, após constatar que parte das exigências sanitárias apontadas em inspeções anteriores foi atendida pela empresa. A decisão foi anunciada na sexta-feira (29) e permite que a unidade volte a operar imediatamente. A medida foi tomada após nova fiscalização realizada por órgãos sanitários estaduais e municipais, com o objetivo de verificar as correções implementadas pela fabricante.

De acordo com a Anvisa, a Química Amparo apresentou um plano para cumprir 76 determinações relacionadas a processos produtivos, rastreabilidade de produtos, controle de qualidade e monitoramento de riscos sanitários. Após a avaliação técnica, os fiscais concluíram que a unidade reúne condições para retomar a produção sem oferecer riscos à saúde da população.

Com a autorização, os produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026, incluindo lava-roupas líquidos, detergentes lava-louças e desinfetantes, estão liberados para comercialização e uso. A agência informou, porém, que continuará acompanhando a execução das medidas corretivas adotadas pela empresa.

Apesar da retomada das operações, alguns produtos seguem proibidos. Permanecem suspensos todos os detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados até 31 de março e identificados com lotes terminados em “1”. Segundo a Anvisa, esses itens devem permanecer armazenados em local seguro até que a empresa apresente laudos laboratoriais aprovados pelo órgão regulador.

Segundo a Agência Brasil, a suspensão dos produtos teve origem em uma ação realizada no dia 7 de maio, quando mais de 100 lotes da marca foram retirados do mercado após a identificação de irregularidades sanitárias consideradas graves na unidade de Amparo. Na ocasião, os fiscais apontaram risco de contaminação microbiológica e registraram dezenas de não conformidades nos processos de fabricação.

O caso ganhou repercussão após a empresa já ter enfrentado, em novembro de 2025, um episódio envolvendo contaminação microbiológica por Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha de lava-roupas. A bactéria é encontrada com frequência no ambiente, especialmente em água, solo e locais úmidos, mas pode representar riscos para pessoas com imunidade comprometida.

Mesmo com a liberação da fábrica, a Anvisa reforçou que o monitoramento continuará de forma permanente para garantir o cumprimento das normas sanitárias e avaliar, futuramente, a possibilidade de liberar os produtos que ainda permanecem suspensos.

Relacionados

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_img
spot_img
spot_img

Últimas Notícias