Cinco estudantes do 3º ano do ensino médio da Escola de Educação Básica Professora Maria Solange Lopes de Borba, em São João do Sul, criaram o projeto “Rádio Escolar: Do Terceirão para o Mundo”, desenvolvido neste ano para tornar os intervalos mais interativos e estimular comunicação, criatividade, pesquisa e trabalho em equipe dentro da unidade de ensino.
A iniciativa, segundo a escola, conta com o apoio dos professores Rodrigo Maciel Melo, Kenia Machado dos Santos e Nicoly Lummertz. As atividades envolvem pesquisa, elaboração de roteiros, produção de conteúdos e apresentações radiofônicas realizadas nos intervalos da manhã e da tarde, 2 vezes por semana.
Projeto estimula comunicação e protagonismo
A rádio escolar é conduzida pelos alunos Alan, Calebe, Carlos Eduardo, Kauã e Wesley, que atuam como radialistas, editores, diretores, repórteres e sonoplastas. Eles são responsáveis por etapas como apuração, roteiro, direção e apresentação dos conteúdos.
De acordo com a professora Nicoly Lummertz, a proposta tem contribuído para ampliar a participação dos estudantes na rotina escolar. “A rádio escolar é uma ferramenta pedagógica muito eficiente que promove a comunicação, a expressão oral e escrita, além de estimular o protagonismo dos estudantes. Inclusive é notável o aumento de responsabilidade e participação dos alunos dentro da instituição”, afirma.
O professor Rodrigo Maciel Melo também destaca que o projeto ajuda no desenvolvimento de competências socioemocionais e no senso crítico dos estudantes. “A escola, ao implantar a rádio, teve com meta desenvolver habilidades de pesquisa, promover o trabalho em equipe, estimular o protagonismo juvenil, integrar diferentes componentes curriculares, além de trabalhar o uso responsável das tecnologias e mídias”, explica.
Conteúdos de sala viram pauta na rádio
Além de músicas e informações, os programas abordam temas atuais e assuntos trabalhados em diferentes disciplinas. Conforme a professora Nicoly, a rádio permite integrar conteúdos de áreas como Língua Portuguesa, Geografia, História, Física, Educação Física e mídias digitais.
“Este tipo de projeto auxilia em atividades de diferentes disciplinas, pois eles trabalham com gêneros textuais, localização, comunicação oral, mídias digitais, além de aprofundar o conhecimento em cultura, sociedade e ética”, explica Nicoly.
A professora Kenia Machado dos Santos avalia que o aprendizado se torna mais significativo quando os estudantes participam diretamente da construção do conteúdo. “Na disciplina de História, por exemplo, os assuntos discutidos em aula já viraram pauta na rádio, assim como assuntos da Física, da Geografia e da Educação Física. Tudo é aproveitado e os alunos aprendem de forma significativa”, destaca.
Intervalos ganham música, informação e interação
O estudante Calebe Fernandes relata que a rádio mudou a dinâmica dos intervalos. “Fizemos acontecer na hora do intervalo, e os colegas ficam interagindo e vibrando com a gente”, afirma.
Outro integrante do projeto, Kauã, destaca o clima descontraído criado pela iniciativa. “Além de deixar a hora do intervalo mais descontraída, uma musiquinha e um bom lanche, sentado no sol, com esse clima frio, é uma maravilha”, diz.
O aluno Alan Lautaro Machado, natural da Argentina, também participa das transmissões com intervenções em espanhol. A presença do estudante amplia a experiência linguística da rádio e chama a atenção dos colegas durante as apresentações.
Gestão escolar avalia resultados positivos
Para a gestora Sabrina Scheffer, uma das incentivadoras da iniciativa, mesmo recente, o projeto já apresenta resultados importantes na escola. “Nossa escola ganhou um intervalo interativo e animador, e o protagonismo dos alunos a partir deste projeto faz com que os mesmos se sintam ouvidos e participantes. Além de oportunizar novas formas de aprendizagem, onde eles perdem a timidez”, afirma.
Com a proximidade do vestibular, a rádio também se tornou uma ferramenta de incentivo aos estudos. Os alunos trabalham com produção de textos e roteiros, pesquisas, leitura, interpretação, elaboração de murais informativos e discussão de temas atuais, que costumam aparecer em provas como o Enem.
O coordenador Regional de Educação, Gilberto Delfino, avalia que projetos como esse fortalecem a comunidade escolar. “Há entrosamento, troca de idéias, debates e discussões que fazem com que o aluno cresça em conhecimento e sabedoria”, afirma.
Sabrina também agradeceu o envolvimento dos alunos e professores que acompanham a produção dos conteúdos, textos e músicas. “Na escola é onde o mundo começa, e sinto que nossa escola está fazendo muito bem seu papel”, conclui.











