A Bolsa de Valores brasileira iniciou junho em baixa e registrou nesta segunda-feira (1º) seu menor nível desde janeiro. O principal índice da B3, o Ibovespa, encerrou o pregão aos 172.197 pontos, com recuo de 0,91%, enquanto o dólar fechou em queda frente ao real. O movimento foi influenciado pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela disparada dos preços internacionais do petróleo.
A sequência negativa da bolsa chegou ao quinto pregão consecutivo de perdas. Durante o dia, o índice chegou a registrar queda superior a 1%, refletindo a cautela dos investidores diante do agravamento da crise envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. O cenário elevou a busca por ativos considerados mais seguros e reduziu o interesse por mercados emergentes.
Segundo a Agência Brasil, entre os destaques negativos do pregão estiveram ações de mineradoras e bancos, que pressionaram o desempenho do Ibovespa. Em contrapartida, os papéis da Petrobras avançaram, favorecidos pela valorização do petróleo no mercado internacional.
Mesmo em um ambiente de maior aversão ao risco global, o dólar apresentou movimento contrário e encerrou o dia cotado a R$ 5,023, com queda de 0,39%. Após registrar alta de 1,82% em maio, a moeda norte-americana acumula desvalorização de 8,5% em relação ao real em 2026.
A valorização do petróleo contribuiu para fortalecer a moeda brasileira. Como o Brasil é um importante exportador da commodity, a alta dos preços tende a ampliar o ingresso de dólares na economia nacional, favorecendo o real.
Os preços do petróleo dispararam após informações de que o Irã interrompeu negociações indiretas com os Estados Unidos e passou a discutir medidas relacionadas ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte da commodity.
O barril do petróleo Brent fechou cotado a US$ 94,98, alta de 4,2%, enquanto o WTI avançou 5,5%, encerrando a sessão a US$ 92,16. Ao longo do dia, os contratos chegaram a subir mais de 6%, mas reduziram parte dos ganhos após declarações do presidente norte-americano Donald Trump indicando esforços para evitar uma escalada ainda maior do conflito na região.











