As mudanças provocadas pela tecnologia e pela inteligência artificial ampliaram a busca por profissionais com conhecimento técnico aprofundado e visão ampla do negócio no mercado de trabalho, segundo informações da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), por meio da Gerência de Comunicação. O perfil, conhecido como carreira em T, tem sido valorizado porque reúne especialização, capacidade de colaboração e atuação em diferentes áreas das organizações.
O modelo descreve profissionais que dominam uma área específica, mas também conseguem compreender outras frentes da empresa, dialogar com equipes diversas e contribuir para a solução de problemas mais amplos. A lógica da carreira em T tem ganhado espaço especialmente em setores ligados à tecnologia, inovação e gestão.
Perfil combina especialização e visão ampla
A expressão carreira em T faz referência ao formato da letra. A haste vertical representa o conhecimento profundo em uma área de atuação, enquanto a barra horizontal simboliza a capacidade de transitar por diferentes contextos, funções e desafios dentro da organização.
Na prática, esse profissional mantém uma base técnica sólida, mas amplia sua atuação ao conhecer outras áreas do negócio. A proposta não substitui a especialização, mas acrescenta habilidades voltadas à colaboração, comunicação e compreensão integrada dos processos corporativos.
Demanda cresce nas empresas
De acordo com a FIESC, a valorização desse perfil está relacionada à necessidade das empresas de contar com trabalhadores capazes de conectar conhecimentos e atuar em projetos multidisciplinares. Com a transformação digital, problemas corporativos passaram a envolver diferentes setores, tecnologias e formas de organização do trabalho.
Lucas Oggiam, diretor-executivo da Michael Page, empresa de recrutamento e seleção, afirmou à revista Época que o mercado tem buscado esse tipo de profissional. “Com o crescimento dos níveis médio e sênior nas empresas, companhias têm buscado profissionais técnicos e experientes, mas que também sejam capazes de resolver problemas amplos.”
Conceito ganhou força nas últimas décadas
O conceito de carreira em T começou a ganhar espaço no ambiente corporativo nos anos 1980 e foi difundido nos anos 1990. Nas últimas décadas, tornou-se mais popular em áreas associadas à tecnologia, inovação e gestão, em razão da necessidade de profissionais mais adaptáveis e integrados às diferentes demandas das empresas.
Para desenvolver esse perfil, especialistas apontam a importância de investir na especialização técnica, conhecer outras áreas do negócio, participar de projetos com equipes diversas e aprimorar habilidades de comunicação e colaboração.
Habilidade multidisciplinar é valorizada
A capacidade de trabalhar com equipes de diferentes áreas é uma das competências mais observadas nesse modelo. Em um cenário marcado por tecnologia e inteligência artificial, profissionais com carreira em T tendem a se destacar pela combinação entre profundidade técnica e compreensão mais ampla dos desafios organizacionais.












