A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, por meio da SC Transplantes, realizou nesta terça-feira (16) um Curso de Doação de Tecido Ocular voltado a 23 profissionais de enfermagem. A capacitação ocorre em Florianópolis e faz parte da implementação de um novo modelo de gestão aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB), com o objetivo de ampliar as doações e alcançar a fila zero para transplantes de córnea no estado.
Os participantes serão responsáveis por atuar diretamente no novo sistema, que prevê a presença de dois coordenadores especializados em doação de tecido ocular em cada uma das 13 principais instituições hospitalares catarinenses. A estratégia busca aumentar a identificação de potenciais doadores e otimizar todo o processo de captação de córneas.
Segundo o coordenador da SC Transplantes, Dr. Joel de Andrade, a expectativa é que a qualificação das equipes, somada às mudanças aprovadas pela CIB, permita eliminar a fila de espera por transplantes de córnea nos próximos meses, fortalecendo ainda mais a rede estadual de transplantes.
A programação acontece das 9h às 18h e reúne profissionais de diferentes regiões do estado. Durante a etapa teórica, realizada na sede da SC Transplantes, os participantes recebem orientações sobre identificação de potenciais doadores, condução do processo de doação, entrevista com familiares, procedimentos técnicos, atuação dos bancos de olhos e transplantes de córnea.
Já a fase prática ocorre no Instituto de Polícia Científica de Santa Catarina, em Florianópolis, onde os profissionais realizam treinamento técnico de retirada de globos oculares em modelos animais (suínos). A capacitação é conduzida por especialistas da SC Transplantes, do Banco de Olhos vinculado à Central Estadual e do Banco de Olhos de Joinville.
Participam do projeto hospitais localizados em Joinville, Jaraguá do Sul, Blumenau, Balneário Camboriú, Itajaí, Florianópolis, São José, Tubarão, Criciúma, Chapecó e Lages. A iniciativa integra os esforços do Governo do Estado para qualificar profissionais, ampliar a captação de tecidos oculares e facilitar o acesso da população aos transplantes, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes que aguardam pelo procedimento.












