A integração produtiva entre empresas de diferentes países tem ampliado as oportunidades para a indústria brasileira conquistar espaço no mercado internacional. A estratégia, adotada por companhias que compartilham etapas de produção, tecnologia e fornecedores, busca aumentar a eficiência e fortalecer a competitividade global, especialmente entre indústrias que já possuem operações ou parcerias em mercados como Paraguai, Argentina, Chile e Estados Unidos.
A avaliação foi apresentada pela presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Maria Teresa Bustamante, que destacou a importância da complementaridade industrial como ferramenta de internacionalização. Segundo ela, a união entre cadeias produtivas de diferentes países permite ampliar mercados, reduzir custos e integrar empresas brasileiras a ecossistemas globais de produção.
“A competitividade internacional passa pela capacidade de integrar cadeias produtivas e construir parcerias além das fronteiras. A complementaridade industrial permite que as empresas ampliem mercados, ganhem eficiência e participem de ecossistemas globais de produção, aproveitando oportunidades previstas nos acordos comerciais”, afirmou Bustamante.
Representantes do setor elétrico e eletrônico também apontam novas possibilidades com o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Para Mario Roberto Branco, representante da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE) e da Associação Latino-Americana da Indústria Elétrica e Eletrônica (ALAINEE), a redução de tarifas de importação poderá ampliar negócios para empresas preparadas para atender às exigências do mercado europeu.
Segundo Branco, pequenas e médias empresas podem ser beneficiadas pelo novo cenário comercial, principalmente pela simplificação de procedimentos e pela redução de barreiras de entrada. No entanto, ele ressalta que as companhias precisam estar atentas aos requisitos previstos nos acordos internacionais.
Entre os cuidados necessários estão o cumprimento das regras de origem, a utilização de mecanismos de autocertificação, a elaboração adequada de contratos internacionais e a definição clara das responsabilidades entre exportadores e importadores. A preparação, segundo especialistas, será fundamental para que empresas brasileiras aproveitem as oportunidades de expansão no comércio global.












