A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) recebeu oficialmente, na segunda-feira (13), as estudantes de Medicina Courtney Ellul e Paula Debono, de Malta, que participam de um intercâmbio científico no Laboratório de Neurologia Experimental do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS). A iniciativa ocorre em Criciúma e busca fortalecer a cooperação internacional por meio da pesquisa científica e da troca de conhecimentos entre acadêmicos.
A experiência é promovida pela Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina (IFMSA), organização presente em 153 países que incentiva a mobilidade acadêmica e científica entre estudantes da área da saúde.
Durante um mês, as intercambistas desenvolvem atividades no Laboratório de Pesquisa em Neurodesenvolvimento (LAND), participando de um estudo voltado ao comprometimento motor em modelo animal de autismo. O projeto integra as pesquisas do PPGCS e permite às estudantes vivenciar metodologias científicas, técnicas laboratoriais e a rotina da pesquisa biomédica desenvolvida na Universidade.
Para a pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação e Extensão da Unesc, Vanessa Moraes de Andrade, ações como essa reforçam a presença internacional da Instituição e ampliam as oportunidades de aprendizado. Segundo ela, a troca de experiências entre estudantes brasileiros e estrangeiros fortalece a pesquisa, promove o intercâmbio cultural e contribui para a formação acadêmica de todos os envolvidos.
A assessora do Escritório de Relações Internacionais da Unesc e orientadora da pesquisa, Cinara Ludvig Gonçalves, destaca que a presença das acadêmicas estrangeiras beneficia não apenas os estudantes de Medicina, mas também todos os integrantes dos grupos de pesquisa. Conforme ela, a convivência com alunos de diferentes países amplia horizontes e agrega valor à formação universitária.
A iniciativa também envolve estudantes da própria Unesc. Integrante da IFMSA Brasil, a acadêmica de Medicina Vitória Formentin Assis participa do acolhimento das visitantes e ressalta que experiências internacionais permitem conhecer diferentes realidades, métodos de atendimento e culturas, tornando a formação profissional mais completa.
As estudantes permanecerão na Universidade por mais duas semanas, dando continuidade às atividades de pesquisa. Paula Debono afirma que a vivência no Brasil superou as expectativas e destaca o acolhimento recebido, além da oportunidade de aprimorar conhecimentos em Neurologia e pesquisa científica.
Courtney Ellul também demonstra entusiasmo com a experiência. Ela conta que pretende aprofundar sua formação em pesquisa por meio do contato com novas metodologias laboratoriais. A estudante já desenvolveu estudos sobre formas naturais de redução do colesterol em sua universidade de origem e agora busca ampliar sua experiência científica durante o intercâmbio na Unesc.












