GeralCriciúma encaminha três pessoas para internação involuntária

Criciúma encaminha três pessoas para internação involuntária

A Prefeitura de Criciúma encaminhou três pessoas em situação de rua para internação involuntária durante uma nova ação integrada realizada no município. Segundo a administração municipal, a medida foi adotada após avaliação médica devido à gravidade dos quadros de dependência química e à insuficiência de outras formas de tratamento.

A iniciativa foi coordenada pelas secretarias municipais de Saúde e Assistência Social, com apoio da Polícia Militar. Conforme o município, o objetivo é garantir atendimento especializado, proteção e acompanhamento intensivo às pessoas cuja condição de saúde exige esse tipo de intervenção.

A internação involuntária é realizada sem o consentimento do paciente, mas depende de decisão médica fundamentada. A medida tem caráter excepcional e deve ser considerada somente quando as alternativas terapêuticas disponíveis fora do ambiente hospitalar não forem suficientes.

“Nosso trabalho é unir Assistência Social, Saúde e as forças de segurança para garantir uma abordagem que assegure tratamento adequado, mais tranquilidade para a comunidade e condições para que essas pessoas reconstruam suas vidas”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola.

Abordagem começa antes do encaminhamento

As equipes municipais realizam abordagens, conversam com as pessoas atendidas, analisam cada situação e apresentam os serviços disponíveis na rede pública. A prioridade, conforme a Prefeitura, é obter a adesão voluntária ao tratamento.

A internação involuntária passa a ser considerada quando a avaliação técnica identifica que as demais possibilidades de cuidado não atendem às necessidades apresentadas pelo paciente.

“O trabalho começa com a escuta e a tentativa de adesão voluntária ao tratamento. A internação involuntária é adotada somente em situações específicas, quando a avaliação técnica demonstra que outras alternativas não são suficientes. O objetivo é interromper um ciclo de sofrimento e criar condições para a recuperação e a retomada da autonomia”, explicou a secretária municipal de Assistência Social, Dudi Sônego.

O acompanhamento realizado pela Assistência Social também procura identificar vínculos familiares e comunitários que possam contribuir para a recuperação. Depois da etapa clínica, a rede municipal permanece mobilizada para auxiliar na continuidade do cuidado e na reinserção social.

Decisão depende de avaliação médica

A indicação da internação involuntária deve ser formalizada por um médico e fundamentada no quadro clínico de cada paciente. A legislação estabelece que a medida seja adotada depois da análise do padrão de uso de drogas e da comprovação de que outras alternativas terapêuticas não são suficientes.

Durante o tratamento, os pacientes recebem acompanhamento de uma equipe multiprofissional. O atendimento inclui ações de desintoxicação, estabilização do quadro clínico e elaboração de um plano terapêutico individualizado.

“A indicação da internação é uma decisão médica, fundamentada no quadro clínico de cada paciente. A partir do encaminhamento, o usuário passa a receber acompanhamento multiprofissional, com foco na desintoxicação, na estabilização e na construção de um plano terapêutico. Todo o processo precisa respeitar a legislação, os protocolos de saúde e os direitos da pessoa atendida”, destacou o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano.

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