GeralAgroalano apresenta produtos e avalia mercado do arroz

Agroalano apresenta produtos e avalia mercado do arroz

A Agroalano Alimentos apresentou sua linha de produtos e avaliou o atual cenário do mercado do arroz durante entrevista concedida por Carlos Alano à Rádio Amorim FM 102.9, na terça-feira (4), em Sombrio. A participação no Jornal Amorim – Segunda Edição teve como objetivo explicar os processos adotados pela empresa, a presença das marcas nos pontos de venda e os desafios enfrentados pela cadeia produtiva.

Com sede em Sombrio, a empresa familiar trabalha com as marcas Alano, Lupe, Pavão e Bellettini. Conforme Carlos Alano, o portfólio inclui arroz branco, parboilizado e integral, além de farinhas de arroz branca e integral.

A Agroalano também fornece produtos específicos para outras indústrias, destinados à fabricação de amido, biscoitos, cookies e pipoca de arroz. Parte dessa produção atende empresas de diferentes regiões do país.

Marcas atendem diferentes perfis de consumidores

Segundo Carlos Alano, as marcas possuem produtos voltados às preferências dos consumidores, mas seguem o mesmo padrão de qualidade adotado pela empresa. O arroz branco é beneficiado na indústria de Sombrio, enquanto parte da linha parboilizada é produzida por meio de parceria com outra indústria.

“Independente da marca, vai da preferência do consumidor. São produtos com qualidade e todo esse cuidado, o tempo de armazenagem e o modo de preparo fazem com que cheguem com essa qualidade”, afirmou.

A distribuição está concentrada principalmente no Vale do Araranguá, com presença também em estabelecimentos das regiões de Criciúma e Balneário Rincão. De acordo com o entrevistado, a empresa atende desde pequenos comércios até grandes redes de supermercados.

Carlos também orientou os consumidores a solicitarem os produtos aos responsáveis pelos estabelecimentos quando as marcas não estiverem disponíveis. A empresa mantém vendedores na região e pode ampliar o atendimento conforme a demanda.

Controle começa ainda no cultivo do arroz

O processo de qualidade, conforme Carlos Alano, começa na parceria com os produtores rurais e envolve a escolha das sementes, o acompanhamento do cultivo, a colheita, a secagem, o transporte e a armazenagem dos grãos.

Quando o arroz chega à indústria, passa por classificação, beneficiamento, seleção e embalagem. A Agroalano também utiliza procedimentos de rastreabilidade e boas práticas na produção de alimentos.

“É um processo bem complexo. Depois que chega à indústria, implantamos a qualidade e as boas práticas de alimentos. O produto é rastreado desde a chegada e classificado”, explicou.

Segundo o representante da empresa, o arroz permanece armazenado em casca por pelo menos seis meses antes de ser utilizado. Atualmente, parte dos grãos processados está armazenada há mais de um ano, condição que, conforme ele, contribui para o desempenho do produto durante o cozimento.

Automação reduz contato durante o beneficiamento

A indústria também tem investido gradualmente em tecnologia e automação. Carlos explicou que os grãos percorrem as etapas de beneficiamento, seleção, empacotamento e enfardamento sem contato manual direto.

“A gente procura evoluir. O produto chega à indústria, é beneficiado, selecionado, empacotado e enfardado de forma automatizada”, declarou.

Diante desse processo, a orientação da empresa é que o arroz não precisa ser lavado antes do cozimento. A informação, no entanto, corresponde ao procedimento industrial e à recomendação apresentada pela própria Agroalano.

Preço baixo preocupa produtores e indústria

Ao analisar o mercado em 2026, Carlos Alano afirmou que o preço do arroz continua acessível ao consumidor, mas representa dificuldades para produtores e indústrias. Segundo ele, agricultores enfrentam prejuízos há aproximadamente dois anos, enquanto os custos de produção permanecem elevados.

“Para o consumidor está bom, pelo preço muito acessível. Mas, para o produtor, está péssimo. O produtor vem há dois anos enfrentando prejuízo na lavoura, e a indústria também caminha ao lado dele, com margem apertada e custos maiores”, disse.

Na avaliação do entrevistado, esse cenário pode desestimular o plantio e reduzir a produção nas próximas safras. Ele também demonstrou preocupação com os efeitos das condições climáticas durante o período de preparação das áreas e plantio.

Carlos observou uma pequena reação nos preços nas últimas semanas, mas afirmou que o impacto ainda deve ser de poucos centavos para o consumidor. Uma eventual valorização dependerá do volume plantado, das condições do clima e da disponibilidade de recursos para os produtores.

Juros elevados limitam novos investimentos

Além das condições do setor agrícola, Carlos apontou os juros elevados como um dos obstáculos para investimentos. Segundo ele, o custo do crédito dificulta a modernização das indústrias e restringe o financiamento das atividades produtivas.

Apesar do cenário, a Agroalano pretende manter a evolução tecnológica e ampliar gradualmente a presença das marcas. Além do Sul de Santa Catarina, a empresa atende algumas cidades do interior de São Paulo e fornece arroz branco para indústrias que necessitam de características específicas nos grãos.

Empresa mantém canais para comerciantes

Supermercados, mercearias e demais estabelecimentos interessados nos produtos podem entrar em contato com a Agroalano pelo telefone e WhatsApp (48) 3533-2544.

A empresa também mantém os perfis @agroalanoalimentos e @farinhadearroz.pavao no Instagram. Segundo Carlos, esses canais são utilizados para apresentar os produtos e atender consumidores, comerciantes e empresas interessadas na linha industrial.

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