EconomiaSanta Catarina terá Atlas de Bioenergia

Santa Catarina terá Atlas de Bioenergia

Santa Catarina terá um Atlas de Bioenergia para mapear o potencial de geração de energia a partir de resíduos em diferentes regiões do Estado. O projeto, liderado pelo SENAI/SC, receberá investimento de R$ 5 milhões e reunirá instituições de ciência, tecnologia e inovação para organizar informações que poderão orientar novos projetos, negócios e investimentos no setor.

A iniciativa foi aprovada no Edital FAPESC 028/26 e contará com 37 bolsistas. A execução ficará sob responsabilidade do Instituto SENAI de Tecnologia Ambiental, com participação do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, da UniSENAI e do Observatório da FIESC.

Entre as instituições parceiras estão a FURB, UFSC, Univille, Unochapecó, Embrapa Suínos e Aves e UDESC. A proposta busca integrar competências já existentes em Santa Catarina e transformar dados dispersos em uma base de informações sobre bioenergia.

Segundo o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, a iniciativa permitirá reunir conhecimentos de diferentes instituições para ampliar a compreensão sobre os recursos disponíveis no Estado e identificar oportunidades para novos negócios e investimentos.

Mapeamento do potencial

O Atlas deverá apresentar um diagnóstico do potencial de bioenergia catarinense e mapear as principais cadeias de resíduos. O levantamento também incluirá demandas regionais, competências tecnológicas e possibilidades para o desenvolvimento de novas aplicações.

A iniciativa começou a ser estruturada a partir das discussões promovidas pelo Hub de Descarbonização do SENAI/SC, que reúne representantes da indústria e outros integrantes do ecossistema para desenvolver ações relacionadas à transição energética.

Para Charles Leber, consultor sênior do Instituto SENAI de Tecnologia Ambiental e coordenador do Hub de Descarbonização, o projeto é resultado da articulação entre indústria, instituições de pesquisa e mecanismos de fomento.

Informações para novos projetos

A expectativa é que o Atlas consolide dados atualmente distribuídos em diferentes fontes e permita uma visão integrada das possibilidades de geração de energia a partir de resíduos.

Com a identificação das características de cada região e cadeia produtiva, empresas, investidores, pesquisadores e gestores públicos poderão utilizar as informações para estruturar estudos, projetos e investimentos de maneira mais estratégica.

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