A moradora de Sombrio, Rosângela, está mobilizando a comunidade para arrecadar R$ 7 mil destinados ao tratamento da filha Heloísa Silveira Luiz, de 14 anos, diagnosticada com escoliose severa há um ano e sete meses. O dinheiro será utilizado para a confecção de um terceiro colete ortopédico e para custear despesas de viagem e permanência em Campinas, São Paulo, onde a adolescente realiza o acompanhamento especializado.
Durante entrevista na Rádio Amorim, Rosângela relatou que a curvatura da coluna da filha ultrapassou 40 graus no momento do diagnóstico e chegou a quase 60 graus em aproximadamente dois meses. Diante da evolução do quadro, a família recebeu a indicação de cirurgia, mas decidiu buscar uma alternativa de tratamento com o uso de colete ortopédico.
A mãe contou que encontrou uma clínica especializada em Campinas e conseguiu levar Heloísa para avaliação após organizar uma campanha de arrecadação. Segundo o relato, o profissional responsável identificou a possibilidade de reduzir a curvatura com o uso do equipamento e o acompanhamento adequado.
Na segunda avaliação, a curvatura havia diminuído para 54 graus. Conforme Rosângela, a meta é alcançar 45 graus, condição que, segundo a orientação recebida pela família, poderá permitir a suspensão do uso do colete.
Tratamento exige acompanhamento contínuo
Heloísa utiliza o colete por aproximadamente 20 horas por dia, inclusive durante o sono e na escola. Nas quatro horas em que fica sem o equipamento, realiza atividades como banho e fisioterapia. A adolescente também mantém exercícios diários em casa e acompanhamento semanal com uma fisioterapeuta.
A família já precisou confeccionar dois coletes. Agora, devido ao crescimento da adolescente, será necessário produzir um terceiro equipamento. Rosângela explicou que o colete custa R$ 7 mil, com desconto oferecido pela clínica para a nova confecção. Somadas as despesas de deslocamento, alimentação e permanência em Campinas, a estimativa total chega a R$ 11 mil.
Até o momento da entrevista, a família havia arrecadado R$ 4 mil e precisava reunir mais R$ 7 mil. A consulta, inicialmente prevista para uma data anterior, foi remarcada para 24 de novembro, após a família não conseguir reunir os recursos necessários para a viagem.
Segundo a mãe, o equipamento precisa ser substituído conforme a adolescente cresce, o que torna o acompanhamento frequente e aumenta os custos do tratamento.
Família já buscou apoio em Sombrio
Moradora do bairro Parque das Avenidas, Rosângela afirmou que procurou a rede municipal de saúde e também buscou apoio junto à administração municipal. De acordo com o relato apresentado na entrevista, recebeu anteriormente R$ 1.200 para ajudar com despesas de combustível.
A família continua tentando viabilizar os recursos necessários para dar sequência ao acompanhamento especializado. A situação foi apresentada no programa como um pedido de mobilização comunitária, diante das dificuldades financeiras para manter o tratamento.
O direito à saúde é garantido pela Constituição Federal, mas a oferta de tratamentos específicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) depende de avaliação clínica, indicação médica e dos procedimentos e protocolos aplicáveis. A entrevista não apresentou uma resposta oficial da Prefeitura de Sombrio ou da Secretaria Municipal de Saúde sobre a situação atual do caso.
Como ajudar
As pessoas que desejarem contribuir com a campanha podem realizar uma transferência via Pix para a chave informada por Rosângela durante a entrevista:
Chave Pix: 48 99614-7754
Titular: Heloísa Silveira Luiz
A meta informada é arrecadar R$ 11 mil para cobrir os custos do tratamento e da viagem. Como R$ 4 mil já haviam sido reunidos até a entrevista, ainda faltavam R$ 7 mil.
A família pede apoio da comunidade para que Heloísa possa continuar o acompanhamento e utilizar o novo colete ortopédico conforme a necessidade indicada pelos profissionais responsáveis.












