GeralPasso de Torres tem dois pontos impróprios para banho

Passo de Torres tem dois pontos impróprios para banho

Os dois pontos monitorados de Passo de Torres foram classificados como impróprios para banho no relatório de balneabilidade divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC) em 16 de outubro de 2026. A análise, referente às coletas realizadas entre os dias 12 e 16 de outubro, também identificou outros quatro pontos inadequados em praias de Balneário Gaivota, Balneário Rincão e Balneário Arroio do Silva.

Em Passo de Torres, a classificação de impropriedade abrange a Praia do Passo de Torres, em frente à Rua Blumenau, e o Braço Morto do Rio Mampituba, na altura da Rua Beira Rio.

Situação no litoral catarinense

Em todo o litoral de Santa Catarina, o levantamento avaliou 260 pontos de monitoramento. Desse total, 194 foram considerados próprios para banho, o equivalente a 74,6% dos locais analisados.

As coletas são realizadas em 28 municípios litorâneos, abrangendo mais de 100 praias e balneários, do sul ao norte do estado. Em Florianópolis, dos 88 pontos avaliados, 61 apresentaram condições próprias para banho, representando 69,3% dos locais monitorados na Capital.

No Extremo Sul catarinense, além dos dois pontos de Passo de Torres, foram classificados como impróprios:

  • Balneário Gaivota: Ponto 2 da Praia de Gaivota, em frente à Rua Espírito Santo, no lado esquerdo do córrego.
  • Balneário Rincão: Ponto 05, na Avenida Waldemar Carlos Peteini, entre as ruas Rio de Janeiro e Espírito Santo, na foz do arroio.
  • Balneário Arroio do Silva: Ponto 1, em frente à Rua Apolônio Ireno Cardoso, e Ponto 3, em frente à Avenida Mondardo, no lado direito do córrego no mar.

Como é definida a balneabilidade

A classificação dos locais é estabelecida com base em análises laboratoriais das amostras de água e nos critérios da Resolução Conama nº 274/2000, que considera a concentração da bactéria Escherichia coli.

Um ponto é considerado próprio quando, em pelo menos 80% das amostras coletadas nas cinco semanas anteriores, a concentração da bactéria não ultrapassa 800 unidades por 100 mililitros de água.

A classificação passa a ser imprópria quando mais de 20% das amostras do período apresentam valores superiores a 800 unidades por 100 mililitros ou quando a coleta mais recente registra concentração acima de 2.000 unidades por 100 mililitros.

A condição de balneabilidade pode mudar de uma semana para outra, conforme os resultados das análises. Assim, locais que costumam apresentar boas condições podem ser classificados temporariamente como impróprios e voltar a ser considerados próprios em avaliações posteriores.

Um ponto impróprio significa que toda a praia está inadequada?

Não necessariamente. A classificação é válida para o ponto específico onde a amostra foi coletada. Uma mesma praia pode ter diferentes locais monitorados e apresentar condições distintas entre eles.

Por isso, a orientação é consultar o relatório atualizado do IMA-SC e verificar a situação do ponto correspondente ao local escolhido para banho, especialmente após períodos de chuva.

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