A Associação Empresarial de Araranguá e do Extremo Sul Catarinense (ACIVA) acompanhou presencialmente, nesta quarta-feira (28), o anúncio oficial do ministro dos Transportes, Renan Filho, sobre a construção do túnel no Morro dos Cavalos. A obra é uma reivindicação histórica para um dos principais gargalos logísticos de Santa Catarina e do Sul do Brasil.
Em nota oficial assinada pelo presidente Jadiel Boza Della Vechia, a ACIVA destaca que segue acompanhando com atenção as informações sobre reajustes nas praças de pedágio do Extremo Sul Catarinense, os percentuais que eventualmente poderão ser aplicados, o modelo de cobrança a ser adotado e, especialmente, o prazo previsto para a conclusão da obra. A entidade reforça que a região da Amesc possui duas praças e, por esse motivo, chama especial atenção para o impacto de eventual reajuste nas praças de pedágio.
Vigilância sobre prazos e reajustes tarifários
Durante o anúncio, o ministro Renan Filho garantiu que não haverá aumento nas tarifas das praças de pedágio antes do início da obra. No entanto, o posicionamento da ACIVA é de cautela. A associação pontua que preocupa a possibilidade de que eventuais aumentos tarifários passem a ser cobrados a partir do início das obras, sem que haja definição clara sobre o prazo de entrega dos túneis.
De acordo com o comunicado da entidade, a ausência de um cronograma rígido pode resultar em um cenário no qual a população arque com custos adicionais por vários anos, sem a garantia de quando a obra será efetivamente concluída e colocada em operação.
Defesa do modelo free flow como alternativa justa
Para mitigar os impactos financeiros sobre o setor produtivo e os cidadãos, a ACIVA defende a modernização do sistema de arrecadação. A associação afirma que o modelo de cobrança free flow se apresenta como a alternativa mais adequada, por assegurar maior justiça tarifária, permitindo que o usuário pague de forma proporcional ao trecho efetivamente utilizado.
A ACIVA acredita que essa transição tecnológica é fundamental para evitar impactos econômicos desnecessários ao Extremo Sul de Santa Catarina. A entidade encerra sua manifestação garantindo que segue em conjunto com demais entidades na busca por uma solução para o Morro dos Cavalos.












