Alunos da Escola de Educação Básica Praia da Gaivota, de Balneário Gaivota, participaram no dia 6 de maio da 14ª edição do SIEM, Simulação de Organizações Internacionais para o Ensino Médio, na UFSC, em Florianópolis, com o objetivo de vivenciar debates diplomáticos e aproximar estudantes do ambiente universitário. As informações foram repassadas pela coordenação do grupo e pela área regional de educação.
Estudantes participaram de debates internacionais
Criado em 2011, o SIEM reúne estudantes de escolas públicas e privadas de Santa Catarina em uma simulação inspirada no funcionamento de organismos internacionais. Nesta edição, participaram 38 escolas, sendo 27 instituições particulares e 11 públicas, federais e estaduais.
O projeto é organizado por estudantes do curso de Relações Internacionais da UFSC e busca transformar temas internacionais em experiências práticas de aprendizado. A EEB Praia da Gaivota foi uma das escolas convidadas para a edição deste ano e, segundo a organização local, foi a única representante do Extremo Sul catarinense no encontro.
Delegações representaram países e organismos
A preparação dos estudantes ocorreu em cerca de um mês. Durante esse período, os alunos formaram grupos de estudos para compreender a realidade política, social e diplomática dos países que representariam na simulação.
Ao todo, 26 estudantes foram convidados. Sete alunos representaram as delegações do Iraque e do Egito, cinco participaram como delegação do Cazaquistão na Agência Internacional de Energia Atômica, três atuaram com a Mídia Internacional e quatro representaram o México na Organização dos Estados Americanos.
A professora de História Cristiane Teixeira coordenou o grupo ao lado da professora de Geografia Juliana Carvalho. “Convidamos 26 alunos, fizemos uma seleção nas turmas de 1º, 2º e 3º anos. Demos prioridade aos terceiros, que formaram as maiores delegações por estarem mais próximos da vida acadêmica”, explicou Cristiane.
Preparação envolveu pesquisa e argumentação
Durante os estudos, os alunos precisaram conhecer os países representados, defender posições oficiais, construir alianças, discutir crises mundiais e apresentar propostas de resolução. A dinâmica simulou o funcionamento de reuniões internacionais, como ocorre em debates promovidos pela ONU e por outros organismos multilaterais.
Mesmo com a escola passando por reformas, os estudantes mantiveram a preparação para participar do evento. “Mesmo com a escola em reforma, os alunos encontraram tempo e espaço para se prepararem para o encontro. O simulado é o encontro de mentes brilhantes e corações dispostos a mudar o futuro”, afirmou Cristiane.
Resoluções ficaram entre as mais votadas
Além da participação inédita, a escola obteve destaque nas propostas apresentadas. Conforme a coordenação, das três resoluções elaboradas pelas delegações do Cazaquistão e do México, duas ficaram entre as mais votadas.
Uma das propostas apresentadas pela delegação do Cazaquistão tratou do uso da energia atômica de forma segura e voltada à preservação da paz entre os países, incluindo relações com os Estados Unidos.
Segundo a professora Cristiane, os alunos demonstraram capacidade de argumentação, análise crítica e construção de soluções para temas complexos. “Para a primeira vez que participamos, nos saímos muito bem. Tivemos grande relevância na simulação. Oportunizamos aos nossos alunos, além do conhecimento técnico e científico, uma viagem para conhecer a universidade. Nos sentimos orgulhosos de ver alunos de uma escola pública com tanto destaque, discutindo assuntos de âmbito internacional, complexos e diplomáticos”, destacou.
Experiência aproxima alunos da vida acadêmica
A participação mobilizou estudantes, professores e a gestão escolar. Para a coordenação regional de educação, a experiência contribui para ampliar o repertório dos jovens e incentivar o pensamento crítico.
O coordenador de educação, Gilberto Delfino, ressaltou a importância da participação da escola pública em um evento desse porte. “Essas delegações, compostas por alunos da EEB Praia da Gaivota discutiram sobre as crises e os esforços para a consolidação da paz mundial, assuntos que nos afetam diretamente. Esperamos que eles não parem de estudar, que tenham esse pensamento crítico e estejam sempre abertos ao debate”, afirmou.













