A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu o Ozivy, medicamento produzido pela EMS à base de semaglutida, na Lista de Medicamentos de Referência (LMR). A atualização foi publicada nesta sexta-feira (10), no Diário Oficial da União, e estabelece o produto como padrão para futuras comparações de qualidade, segurança e eficácia de medicamentos com o mesmo princípio ativo.
A inclusão do Ozivy na lista não representa uma nova autorização para comercialização. O medicamento já havia recebido registro da Anvisa em maio deste ano. Com a mudança, ele passa a servir de referência para que outras empresas possam desenvolver versões genéricas ou similares, desde que comprovem equivalência em qualidade, segurança e desempenho.
O Ozivy utiliza a semaglutida, substância da classe dos agonistas do receptor GLP-1, que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e aumenta a sensação de saciedade. A apresentação incluída na LMR corresponde à solução injetável na concentração de 1,34 mg/mL.
Os medicamentos de referência são utilizados pela Anvisa como padrão de comparação para aprovação de novos produtos com o mesmo princípio ativo. Esse processo garante que os medicamentos genéricos e similares ofereçam eficácia e segurança compatíveis com o produto de referência.
Embora compartilhe a mesma substância ativa do Ozempic, o Ozivy possui uma classificação regulatória diferente. O Ozempic é registrado como medicamento biológico, o que impede sua utilização como referência para medicamentos genéricos. Já o Ozivy foi aprovado como uma semaglutida sintética, enquadrada como análogo sintético de um peptídeo biológico, condição que permite sua inclusão na Lista de Medicamentos de Referência.
A semaglutida ganhou destaque nos últimos anos por seu uso no tratamento do diabetes tipo 2 e pelo auxílio na perda de peso. O crescimento da procura por medicamentos dessa classe impulsionou o mercado, que reúne produtos como Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk, além do Mounjaro, da Eli Lilly, desenvolvido com o princípio ativo tirzepatida.
Especialistas reforçam que esses medicamentos possuem indicações específicas e devem ser utilizados apenas com prescrição e acompanhamento médico.












