A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que pretende conceder o registro de mais oito medicamentos análogos de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, até o fim de 2026. O anúncio foi feito nesta semana pelo presidente da agência, Leandro Safatle, durante conversa com jornalistas. A medida busca ampliar a oferta desses medicamentos no país, reduzir preços e fortalecer o combate ao mercado irregular.
Somente neste ano, a Anvisa já autorizou seis novos registros desse tipo de medicamento. Em maio, foi aprovado o Ozivy, produzido pela EMS. Na última semana, outros cinco produtos à base de semaglutida — substância utilizada no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 — também receberam autorização para comercialização.
Segundo Safatle, o aumento no número de aprovações é resultado da otimização dos processos internos de análise dos pedidos. Ele afirmou ainda que a agência trabalha para eliminar as filas de registros em todas as áreas até dezembro.
Os medicamentos aprovados em 2026 são:
- Ozivy (EMS);
- Zempneo (Brainfarma);
- Semavy (Cosmed);
- Orsema (Ranbaxy);
- Seemasun (Sun Farmacêutica);
- Owozy (Ávita Care).
De acordo com o presidente da Anvisa, a entrada de mais fabricantes no mercado deve aumentar a concorrência e contribuir para a redução dos preços. Com valores mais acessíveis, a expectativa é diminuir a procura por produtos contrabandeados ou sem registro, cujo alto custo dos medicamentos regulares costuma incentivar a compra de versões irregulares.
O preço elevado também foi um dos fatores considerados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para não recomendar a inclusão das canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde. Conforme avaliação do Ministério da Saúde, a incorporação desses medicamentos representaria um impacto financeiro superior a R$ 8 bilhões.
De acordo com o G1, a Anvisa informou ainda que continuará intensificando a fiscalização sobre esses produtos e deverá firmar um memorando de entendimento com a autoridade sanitária do Paraguai para ampliar o intercâmbio de informações. A iniciativa ocorre em meio ao aumento das apreensões de medicamentos emagrecedores contrabandeados pela Polícia Federal, principalmente os que ingressam pela fronteira terrestre com o país vizinho.
Durante a coletiva, Safatle também esclareceu que, até o momento, nenhum pedido de registro de canetas emagrecedoras analisado pela Anvisa foi apresentado por empresas paraguaias.












