A Câmara de Vereadores de Araranguá aprovou, na noite desta segunda-feira (6), o Projeto de Lei Ordinária nº 011/2026, que institui a Campanha Maria Célia no município para promover a conscientização e o apoio a pessoas com a Doença de Parkinson. A proposta, de autoria do vereador Diran Martins, estabelece que o mês de abril passará a ser denominado “Abril da Tulipa Vermelha”, com foco em ações de prevenção, orientação e suporte aos pacientes e seus familiares. De acordo com informações da Câmara Municipal, a iniciativa busca ampliar o acesso à informação e fortalecer políticas públicas de saúde e inclusão social.
Homenagem e suporte às famílias
A campanha leva o nome de Maria Célia Figueiredo, professora aposentada e fundadora da Associação de Parkinson Tocando em Frente. A entidade, criada em 2009, é reconhecida pelo trabalho de acolhimento e orientação técnica realizado na região. Durante a sessão, a representante da associação, Monica Lopes, utilizou a tribuna para destacar o impacto do projeto para a comunidade local. Monica ressaltou que o suporte oferecido pela instituição é um pilar fundamental para quem enfrenta a doença no cotidiano familiar.
A votação foi acompanhada por membros da associação e por Demian Figueiredo, filho da homenageada. A proposta reforça a necessidade de dar visibilidade ao trabalho voluntário e assistencial já realizado em Araranguá, transformando o período de abril em um marco oficial para o debate sobre a patologia.
Legado e diagnóstico precoce
Ao defender o projeto no plenário, o vereador Diran Martins enfatizou que a medida vai além da formalidade legislativa. “Mais que um projeto, esse é um gesto de respeito, de empatia e de reconhecimento para todas as pessoas que convivem com essa doença”, afirmou o parlamentar. Martins destacou que a disseminação de informações é a ferramenta mais eficaz para garantir o diagnóstico precoce, o que impacta diretamente na eficácia do tratamento.
O vereador pontuou ainda que o Abril da Tulipa Vermelha serve para consolidar o legado deixado por Maria Célia Figueiredo. “A prevenção, a orientação e a conscientização são fundamentais para ampliar o acesso à informação e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e familiares”, acrescentou o autor da proposta. Segundo Martins, Maria Célia “transformou sua história em uma missão de ajudar as pessoas, dar apoio às famílias e dar visibilidade àqueles que muitas vezes são esquecidos”. Com a aprovação, o município espera fortalecer a rede de apoio e incentivar novas políticas voltadas à saúde neurológica.










