Na quarta-feira (18), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic para 14,75% ao ano no Brasil, visando ajustar a política monetária nacional, mas o país manteve a segunda colocação no ranking mundial de juros reais porque o índice efetivo subiu para 9,51% ao ano em março. O levantamento, divulgado pela Revista Oeste e realizado pelo Portal MoneYou em parceria com a Lev Intelligence, compara as taxas de 40 nações. Mesmo com o corte nominal de 0,25 ponto porcentual na taxa básica, a posição brasileira no cenário global não sofreu alterações.
Cenário global e comparativos
A Turquia permanece na liderança isolada do ranking de juros reais. O Brasil apresenta taxas superiores às registradas pela Rússia (9,41%), Argentina (9,41%) e México (5,39%). Em termos nominais, quando não se desconta a inflação, a taxa brasileira ocupa o quarto lugar no mundo, ficando atrás de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (15,5%).
Durante o período analisado, a maioria dos países (82,5%) optou por manter suas taxas de juros inalteradas. Cerca de 10% das nações realizaram cortes nos índices, enquanto 7,5% promoveram elevações nas taxas.
Metodologia e projeções de inflação
O cálculo para determinar a taxa real de juros utiliza a inflação projetada para os próximos 12 meses, que atualmente é de 4,03%, de acordo com os dados mais recentes do boletim Focus. Em janeiro, a taxa real brasileira era de 9,23%, sofrendo a elevação para os atuais 9,51% no fechamento de março.
Reações do setor produtivo
A decisão do Banco Central gerou manifestações de entidades da indústria. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em posicionamento oficial, criticou o percentual de redução adotado pelo órgão. A entidade “critica corte de 0,25% da Selic e cobra juros menores” para estimular a atividade econômica nacional.
Além dos fatores técnicos, consultorias econômicas indicam que incertezas inflacionárias no mercado local contribuem para a manutenção de taxas elevadas no país.












