A Secretaria Municipal de Saúde de Cocal do Sul registrou a ausência de 3.697 pacientes em consultas e exames na rede pública ao longo de 2025, devido ao não comparecimento dos usuários, o que resultou no aumento das filas de espera. Segundo dados oficiais da pasta, os registros abrangem atendimentos nas unidades de Estratégia Saúde da Família (ESF), especialidades médicas e procedimentos odontológicos realizados no município. O balanço acendeu um alerta para a gestão local sobre o desperdício de vagas e recursos.
Impacto nos atendimentos básicos e especializados
De acordo com informações da Secretaria de Saúde, as unidades de ESF concentraram o maior volume de desistências, totalizando 2.238 faltas no período. O levantamento detalha que os postos com maiores índices de ausência foram as unidades Centro (401), Vila Nova (353), Jardim Elizabeth (352) e Jardim Itália (334).
Nas consultas com especialistas, 983 agendamentos deixaram de ser realizados em 2025. O setor de psicologia apresentou a maior incidência de ausências, com 197 faltas, seguido pelas áreas de dermatologia (165) e ortopedia (135). Na rede odontológica, o município contabilizou 476 faltas apenas em exames de radiografia.
Persistência do cenário no primeiro trimestre de 2026
O monitoramento da prefeitura aponta que o problema permanece no início deste ano. Entre janeiro e março de 2026, Cocal do Sul já soma mais de 1,2 mil faltas. Atualmente, as unidades Jardim Elizabeth (109), Vila Nova (106) e Jardim Itália (104) lideram as estatísticas de ausência nas consultas básicas.
Especialidades e procedimentos odontológicos
No primeiro trimestre de 2026, as faltas também atingem áreas sensíveis como psiquiatria (72), neurologia (45) e psicologia (45), além de procedimentos na rede de odontologia. A recorrência dessas ausências sem aviso prévio dificulta o planejamento das equipes e a redução da demanda reprimida.
Consequências para o sistema público municipal
A secretária de Saúde, Giovana Galato, destaca que o absenteísmo prejudica diretamente a eficiência do serviço prestado à comunidade e prolonga o tempo de espera por atendimentos. “Quando falamos em mais de duas mil faltas, estamos falando de vagas que deixaram de ser aproveitadas. Isso impacta diretamente nas filas e no tempo de espera. Por isso, é fundamental que as pessoas avisem quando não puderem comparecer”, explica a secretária.
Conforme o relatório da Secretaria, além de retardar o fluxo de atendimento, o não comparecimento gera desperdício de recursos públicos já programados para os procedimentos. A pasta reforça a necessidade de conscientização dos pacientes para que a comunicação de desistência seja feita com antecedência, permitindo que a vaga seja redirecionada a outro cidadão na lista de espera.











