O que você pensa a seu respeito? Quais as suas virtudes e quais seus defeitos? Você admira a si mesmo (a)? Você acredita em seu potencial? Quais as coisas que você acha que faz muito bem, o seu talento? E quais coisas você acha que não sabe fazer? Você gosta de si mesmo?
A autoestima é a sua opinião sobre você mesmo. A nossa autoestima é construída de acordo com as experiências vivemos, os julgamentos que fizemos a nosso respeito e o quanto acreditamos na nossa capacidade de conquista, seja de bens materiais, sucesso na carreira, ou nos relacionamentos. Contudo, desde a nossa infância, o nosso maior desejo é ser amado pelos nossos pais.
E tudo, absolutamente tudo que fazemos é para agradá-los e sermos reconhecidos por eles como pessoas de grande valor. Durante este período, imitamos tudo o que eles fazem, porque acreditamos que se fizermos assim seremos amados. Então, em alguns momentos recebemos correções e ouvimos julgamentos sobre nós: menina teimosa, menino insistente.
Muitas vezes escutamos nossos pais dizendo para outras pessoas: “Esta menina tem dificuldade de aprender.” Ou outros comentários a nosso respeito que ficam gravadas na nossa memória e que permanecem conosco na vida adulta. Todos estes “rótulos” que recebemos quando crianças constroem a nossa personalidade e nós passamos a agir de modo que tudo o que nossos pais acreditam sobre nós se tornem verdade. Assumimos os nossos “defeitos” e as nossas fraquezas e, então determinamos tudo o que somos capazes de fazer e o que somos incapazes.
O problema todo está, quando não aceitamos quem somos na nossa essência: com todo o nosso bem e com todo o nosso mal. Passamos a pensar que somente seremos amados – agora na vida adulta, não só pelos nossos pais, mas por todas as pessoas que convivem conosco – se formos perfeitos.
Somente se tivermos apenas virtudes e qualidades. Certamente, isto fará com que a frustração e a sensação de que não somos bons o suficiente seja uma constante na nossa vida. Começamos a nos comparar com outras pessoas e esta comparação, muitas vezes faz a gente se sentir a mitinga do cocô do cavalo do bandido. Nos cobramos, nos sentimos incapazes, inseguros, e então começamos a sofrer de uma doença crônica chamada vitimização adquirida: a síndrome do coitadismo.
Como podemos virar este jogo? Basicamente, é bem simples: precisamos apenas aceitar que somos seres humanos e, portanto, falíveis e não julgáveis. Temos uma parte que é do bem, um lado amável, caridoso e generoso. Temos habilidades e talentos que são nossos e que nos tornam únicos e exclusivos.
Entretanto, também temos uma parte que sente raiva, que se ressente, que sente desejo de vingança e as nossas imperfeições fazem parte da nossa humanidade. Não é porque não somos perfeitos que não temos o merecimento de ser amados e reconhecidos.
Todos nós somos seres criados por Deus com possibilidades infinitas de ser o que desejarmos ser. Lembre-se: todos as pessoas mostram apenas o palco, revelam apenas o belo, divulgam somente as conquistas e o que deu certo. Observe a si mesmo: quantas coisas você já fez que comprovam a sua capacidade de fazer acontecer.