Um homem acusado de cometer uma série de estupros, roubos e extorsão mediante sequestro foi condenado a 106 anos, 1 mês e 21 dias de reclusão em regime inicial fechado. A sentença, divulgada recentemente, é resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Araranguá, no Sul de Santa Catarina. O réu, identificado pelas iniciais D.L.S., foi apontado como autor de crimes contra sete vítimas na região e em cidades gaúchas.
A decisão judicial destacou a gravidade dos delitos, cometidos com violência extrema, uso de arma de fogo e, em alguns casos, administração de sedativos para dopar as vítimas. O inquérito policial revelou que o criminoso agia enquanto cumpria pena por outro processo, fato que agravou a condenação final.
O modo de operação
As investigações apontaram um padrão rigoroso na atuação do condenado, caracterizando-o como um criminoso em série. Segundo a Polícia Civil, os ataques ocorreram entre outubro de 2021 e março de 2022. Quatro vítimas foram identificadas na Comarca de Araranguá, abrangendo também o município de Balneário Arroio do Silva, e outras três na cidade de Vacaria, no Rio Grande do Sul.
O modo de operação consistia na aproximação dissimulada, seguida de rendição mediante grave ameaça com arma de fogo. O autor restringia a liberdade das mulheres por horas, praticava violência sexual e subtraía pertences como dinheiro e celulares.
Em um dos episódios mais graves, iniciado em 5 de outubro de 2021, o criminoso levou uma vítima de Araranguá para uma casa em Balneário Arroio do Silva. No local, a mulher foi amarrada e violentada durante a noite. O agressor ainda exigiu resgate, obrigando a vítima a contatar a irmã. Ao chegar ao local para entregar o dinheiro, a familiar também foi rendida e teve bens roubados antes que ambas conseguissem escapar.
Uso de sedativos e prisão
A apuração confirmou que, em ao menos um caso, o réu forçou a ingestão de substâncias sedativas, causando sonolência e confusão mental na vítima para impedir qualquer reação ou pedido de socorro.
A identificação e prisão do autor ocorreram após dois meses de trabalho investigativo e cooperação entre a Polícia Civil de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Ele foi detido preventivamente em Balneário Arroio do Silva, portando a arma utilizada nos crimes e objetos roubados das vítimas.
Após a prisão, o homem foi transferido para o sistema prisional gaúcho, onde já respondia por outras condenações definitivas. O Poder Judiciário fundamentou a sentença atual na robustez das provas técnicas, laudos periciais e no reconhecimento feito pelas vítimas.












