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Deputados debatem combate à violência contra a mulher

Deputados da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) discutiram o combate à violência contra a mulher durante a sessão plenária realizada na manhã desta quinta-feira (5), no Palácio Barriga Verde. O debate, motivado pelo aumento dos casos de feminicídio e agressões no estado e no país, buscou cobrar maior rigor na responsabilização dos criminosos e sensibilizar a sociedade sobre a gravidade do tema. Conforme informações da Agência de Notícias da Alesc, parlamentares utilizaram a tribuna para apresentar propostas legislativas e criticar o que classificaram como uma desvalorização da vida humana e fragilidade institucional.

Propostas de fiscalização e denúncia

O deputado Emerson Stein (MDB) abriu os pronunciamentos destacando que o feminicídio exige uma mudança de postura, especialmente por parte dos homens. Ele incentivou as vítimas a buscarem ajuda e formalizarem as denúncias contra agressores. “Nós, homens, temos, sim, que tomar uma atitude. E você, mulher, também não tenha medo, não se esconda, não se furte a denunciar”, declarou o parlamentar.

Em continuidade à pauta de proteção, a deputada Ana Campagnolo (PL) anunciou o protocolo de um projeto de lei que estabelece a obrigatoriedade de autoridades médicas comunicarem as forças policiais sempre que identificarem indícios de violência contra a mulher em atendimentos de saúde. A parlamentar também informou que solicitará homenagens à freira Nádia Gawanski, assassinada recentemente no Paraná, como forma de reconhecer sua trajetória de serviço social.

Críticas à impunidade e desvalorização da vida

Durante seu discurso, Ana Campagnolo criticou a percepção social diante de crimes graves, comparando a repercussão do caso da religiosa com episódios de menor relevância humana. Para a deputada, o país enfrenta uma relativização moral. “Estamos no Mês da Mulher, mas receio que estejamos também no século dos idiotas. No século dos idiotas úteis, dos idiotas inúteis, no século da bandidolatria”, afirmou.

O deputado Júnior Cardoso (PRD) reforçou o coro por medidas mais severas ao citar um estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro como exemplo de retrocesso social. Membro da Comissão de Direitos Humanos e Família, o parlamentar defendeu a celeridade do Judiciário e o fortalecimento de políticas públicas de acolhimento. “Que a lei seja cumprida com vigor, que os responsáveis sejam identificados, julgados e punidos com todo o peso da lei e com a agilidade que o caso precisa”, pontuou Cardoso.

Fragilidade institucional e pautas econômicas

O deputado Sargento Lima (PL) também ocupou a tribuna, mas direcionou suas críticas à corrupção e à influência do setor privado sobre instituições públicas. Ele mencionou casos recentes envolvendo o setor bancário e autoridades federais, relacionando a situação ao cenário político atual. Segundo o parlamentar, o país vive um momento de falta de compromisso com a vida e a prosperidade. Lima defendeu que a sociedade priorize, para o próximo ano, a reformulação do Senado e a revisão da reforma tributária como caminhos para ajustes nos três poderes.

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