Monise Topanotti era moradora de Turvo, atuou como jornalista e assessoria de imprensa na região

A jornalista Monise Topanotti, 31 anos,  faleceu na madrugada deste domingo (12), vítima de um câncer. Ela estava lutando contra a doença ha aproximadamente um ano e meio. O tumor raro, sarcoma de células claras de partes moles, apareceu no pé e foi diagnosticado como maligno.

Em suas redes sociais o pai da jornalista, Valdir Topanotti, deixou uma mensagem de despedida:

“Um dia eu te recebi em meus braços, hoje em 12/09/21 é Deus que te recebe, minha filha MONISE TOPANOTTI. Hoje o céu está em festa, pois terá a chegada de uma princesa muito guerreira e abençoada. Q Deus a receba em seus braços e a ilumine em seu descanso eterno. Minha amada filha será velada na Capela mortuária de Turvo, a partir de 9.00h e seu sepultamento será às 16.00 horas.”

Durante o tratamento, Monise demonstrava resiliência em suas redes sociais. Em uma postagem no dia 5 de agosto ela postou o seguinte texto:

SE EU PUDESSE VIVER DE NOVO…

Eu teria ficado na cama quando estava doente em vez de achar que o mundo iria desabar se eu não fosse trabalhar naquele dia.

Eu teria falado menos e escutado mais. Teria convidado amigos para jantar mesmo que meu tapete estivesse manchado ou que o sofá estivesse desbotado.

Eu teria comido pipocas na sala “boa” e me preocupado bem menos com a sujeira se alguém chegasse.

Eu teria escutado com mais atenção as histórias que meu Pai contava sobre a sua juventude.

Eu teria dividido mais responsabilidades com meu marido. Eu jamais iria insistir para que as janelas do carro fossem fechadas num dia de verão porque meu cabelo estava bem penteado.

Eu teria gargalhado e chorado menos na frente da televisão e mais enquanto observava a vida.

Eu teria me sentado na grama mesmo que ficasse com a roupa manchada.

Em vez de desejar que passassem logo os nove meses de gravidez, eu teria apreciado cada momento e compreendido que a maravilha que estava crescendo dentro de mim era minha única chance na vida de ajudar Deus a fazer um milagre.

Quando minhas crianças me beijassem impetuosamente, eu jamais iria dizer: “Depois. Agora, vá lavar as mãos para o jantar”. Haveria mais “Eu te amo”. Mais “Desculpe”.

Porém, mais do que tudo, se eu tivesse outra chance, aproveitaria cada minuto, prestaria realmente atenção, viveria intensamente.

Pare de preocupar-se com coisas insignificantes. Não dê importância a quem não gosta de você. Em vez disso, aprecie e valorize os relacionamentos que você tem com aqueles que lhe querem bem.

Monise era moradora de Turvo, atuou como jornalista e assessoria de imprensa na região. Deixa marido e duas filhas.

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