O secretário de Estado da Saúde e vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Diogo Demarchi, participou nesta semana, no Rio de Janeiro, da primeira assembleia ordinária do órgão em 2026. O encontro teve como objetivo central consolidar a agenda de cooperação entre os estados para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde, a reunião abriu o calendário oficial de debates sobre o financiamento e a modernização da rede pública de saúde para o ano corrente.
Pactuações na Comissão Intergestores Tripartite
Durante a agenda, realizada na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na última quinta-feira, 29, os gestores avançaram em temas da Comissão Intergestores Tripartite (CIT). Entre os principais pontos discutidos estão as propostas de incentivo financeiro para municípios com equipes de residência na Atenção Primária e a atualização das regras para Centros de Especialidades Odontológicas e Laboratórios Regionais de Prótese Dentária.
A pauta também contemplou diretrizes para a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental, além da definição de repasses financeiros para a Estratégia de Vacinação 2026. Outro item de destaque foi a atualização da lista de medicamentos destinados à Assistência Farmacêutica em Oncologia, visando garantir o suporte terapêutico aos pacientes da rede pública.
Foco na transformação digital e orçamento
Um dos pilares da participação de Diogo Demarchi foi a defesa da saúde digital como ferramenta de gestão. O secretário enfatizou a necessidade de fortalecer as ações estaduais e municipais e aproveitou a oportunidade para convidar os presentes para o debate técnico organizado pelo Conass, marcado para o dia 24 de fevereiro, em Brasília. O evento reunirá especialistas e autoridades para discutir os avanços tecnológicos aplicados ao SUS.
Para o vice-presidente do conselho, o êxito da transformação tecnológica depende de um orçamento robusto por parte do Ministério da Saúde. Ele ressaltou que, embora estados e municípios já realizem investimentos significativos, a integração de dados precisa ser mais fiel à realidade local.
O gestor pontuou que os sistemas pertencem ao SUS e devem ser eficazes na demonstração do que ocorre nas bases. “O Datasus é o departamento de informática do SUS, os sistemas são do SUS e a informação é do SUS. Mas, para que a informação seja clara e eficaz, ela precisa refletir o que fazemos nos estados e municípios, nem tudo que estamos fazendo aparece nas informações oficiais”, afirmou Demarchi.












