EconomiaDólar cai e Bolsa sobe com trégua

Dólar cai e Bolsa sobe com trégua

O dólar voltou a patamares anteriores à escalada do conflito no Oriente Médio e a Bolsa brasileira encerrou em alta nesta semana, em um cenário de maior apetite ao risco global. O movimento foi impulsionado por investidores que reagiram a sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o que pode levar ao fim das tensões e reduzir impactos sobre energia, inflação e mercados internacionais.

No câmbio, o dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,157, com queda de 0,43%. Ao longo da tarde, a moeda intensificou a baixa e chegou a ser negociada na casa de R$ 5,14. Com isso, a cotação retorna a níveis semelhantes aos registrados antes da intensificação do conflito, no fim de fevereiro. No acumulado, a divisa recua 1,42% na semana e 6,06% no ano.

Segundo a Agência Brasil, a desvalorização da moeda norte-americana foi reforçada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou a possibilidade de encerramento da guerra em breve, ainda que com eventuais ações pontuais. Apesar disso, o governo iraniano não confirmou qualquer pedido formal de cessar-fogo.

No cenário internacional, o dólar também perdeu força. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda frente a outras divisas fortes, registrou queda, refletindo o fortalecimento de moedas emergentes, como o real, o peso chileno e o peso mexicano.

Já o mercado de ações reagiu com mais cautela. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou aos 187.953 pontos, com alta de 0,26%. O desempenho foi puxado principalmente por papéis do setor financeiro e empresas ligadas ao consumo interno, beneficiadas pela perspectiva de um ambiente externo mais estável e possibilidade de novos cortes na taxa básica de juros.

No mercado de commodities, o petróleo registrou queda pelo segundo dia consecutivo, diante da expectativa de solução diplomática para o conflito. O barril do tipo WTI para maio recuou 1,24%, enquanto o Brent para junho caiu 2,70%, sendo negociado próximo dos US$ 100. A redução reflete a diminuição do risco de interrupções na oferta, especialmente em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.

Apesar do alívio recente, os preços seguem em níveis elevados e ainda dependem dos próximos desdobramentos políticos e militares. Investidores continuam atentos a novos anúncios e à possibilidade de normalização do fluxo de petróleo na região.

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