O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (2) cotado a R$ 5,166, em alta de 0,62%, no mercado brasileiro, refletindo a escalada do conflito no Oriente Médio após ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã. A movimentação ocorreu no primeiro dia útil após o início das ofensivas, elevando a tensão entre investidores. A valorização da moeda norte-americana foi impulsionada pelo cenário de instabilidade internacional e pelo avanço do petróleo, que chegou a subir quase 10% durante o dia.
Durante a manhã, a cotação chegou a R$ 5,21, mas perdeu força ao longo da tarde, acompanhando a leve recuperação das bolsas dos Estados Unidos. No Brasil, o índice Ibovespa, da B3, fechou em alta de 0,28%, aos 189.307 pontos, sustentado principalmente pelas ações da Petrobras.
Segundo a Agência Brasil, os papéis ordinários da estatal avançaram 4,63%, encerrando a R$ 44,71, enquanto as ações preferenciais subiram 4,58%, cotadas a R$ 41,13 — maior nível desde maio de 2024. O desempenho foi favorecido pela disparada do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent fechou a US$ 77,74, alta de 6,68%, atingindo o maior patamar desde janeiro de 2025.
Apesar da desaceleração no fim do pregão, o clima segue tenso. Após o encerramento das negociações, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, e ameaçou atacar embarcações que cruzarem a região. A medida pode manter o mercado financeiro em alerta nos próximos dias.













