O dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira (30) em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,174, enquanto o Ibovespa avançou 1,37%, aos 186.340,46 pontos. O movimento ocorreu em meio ao alívio nos mercados internacionais após dados de inflação dos Estados Unidos abaixo das projeções, enquanto fatores internos, como o cenário eleitoral e a formação da taxa de câmbio de fim de mês, também influenciaram os negócios.
Ao longo da sessão, o dólar chegou à mínima de R$ 5,164, uma queda de 0,95%. Com o resultado, a moeda acumulou recuo de 0,15% em setembro. No terceiro trimestre, porém, registrou alta de 0,23%. Em 2026, a queda acumulada é de 5,75%.
De acordo com a Agência Brasil, o desempenho do mercado cambial foi influenciado principalmente pelos dados do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos. O núcleo do indicador, que desconsidera alimentos e energia, teve alta de 0,2% em agosto, abaixo da expectativa de 0,3%.
Já o PCE cheio subiu 0,3%, também abaixo da projeção de 0,4%. Os números reduziram a pressão sobre o Federal Reserve para uma eventual elevação dos juros em outubro e contribuíram para a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano.
No Brasil, o real apresentou desempenho positivo diante de outras moedas latino-americanas, em um cenário de maior procura por ativos domésticos. O ambiente eleitoral permaneceu entre os fatores acompanhados pelos investidores, embora as pesquisas eleitorais não tenham sido determinantes para o comportamento do pregão.
Ibovespa registra alta no mês
O principal índice da bolsa brasileira subiu 1,37% nesta quarta-feira, alcançando 186.340,46 pontos. Durante o dia, o Ibovespa oscilou entre 183.879,71 e 187.834,97 pontos.
Em setembro, o índice acumulou valorização de 5,03%. No terceiro trimestre, a alta chegou a 8,32%, enquanto o avanço acumulado em 2026 alcança 15,65%.
A movimentação foi favorecida principalmente pelas ações de bancos e empresas relacionadas à atividade econômica doméstica. O cenário externo também contribuiu para a busca por ativos de maior risco.
Dados da B3 apontam que, até 28 de setembro, os investidores estrangeiros registraram entrada líquida de R$ 9,569 bilhões no mercado acionário brasileiro. No acumulado do ano, o saldo positivo se aproxima de R$ 29 bilhões.
Em agosto, os estrangeiros haviam retirado R$ 18,1 bilhões da bolsa. Em julho, o saldo havia sido positivo em R$ 4,3 bilhões, considerando ações listadas e ofertas de papéis.
Petróleo registra avanço
Os contratos futuros de petróleo também terminaram o dia em alta, influenciados pelas tensões no Oriente Médio e pelo acompanhamento das condições de navegação no Estreito de Ormuz.
O barril do Brent para dezembro subiu 1,94%, ou US$ 1,87, na bolsa de Londres, encerrando a sessão a US$ 98,03. Já o petróleo WTI para novembro avançou 1,16%, equivalente a US$ 1,04, para US$ 90,42 por barril.
No acumulado de setembro, o WTI teve alta próxima de 6%, enquanto o Brent avançou cerca de 7%.
O mercado também monitora possíveis restrições às exportações de diesel dos Estados Unidos e a decisão da Rússia de manter a proibição de exportação do combustível até o fim de outubro.
No Estreito de Ormuz, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido informou que um navio-tanque foi atingido por um projétil de origem desconhecida. O caso está sendo investigado.
Apesar das tensões, as exportações de petróleo do Oriente Médio vêm apresentando recuperação, com grandes produtores ampliando o fornecimento por rotas alternativas ao estreito.
Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo registraram alta inesperada na última semana, enquanto os estoques de gasolina apresentaram forte redução, conforme dados do Departamento de Energia do país.












