A Embraer consolidou sua posição de destaque no mercado global ao encerrar o ano de 2025 com resultados sem precedentes. A companhia registrou uma carteira de pedidos firmes que totaliza US$ 31,6 bilhões, o maior valor já reportado em sua história. O montante representa um avanço significativo de 20% em comparação ao fechamento de 2024.
Conforme dados divulgados pela Agência Brasil, a divisão de aviação comercial foi o principal motor financeiro desse desempenho, somando US$ 14,5 bilhões em encomendas. Logo atrás, o segmento de aviação executiva aparece com US$ 7,6 bilhões, seguido pelas áreas de serviços e suporte (US$ 4,9 bilhões) e defesa e segurança (US$ 4,6 bilhões).
Domínio dos jatos comerciais e mercado norte-americano
No volume de aeronaves, o setor comercial contabilizou 1.471 pedidos ao longo do ano. O jato E175 permaneceu como o favorito do mercado, acumulando 1.003 encomendas. A nova geração de E-Jets também apresentou números sólidos, com 401 pedidos para o modelo E195-E2 e 67 para o E190-E2.
O protagonismo das empresas aéreas dos Estados Unidos foi fundamental para estes índices. A SkyWest liderou a lista de clientes com 288 pedidos, acompanhada de perto pela American Airlines, com 204 encomendas, e pela Republic Airlines, que garantiu 187 aeronaves.
Expansão internacional nos segmentos de defesa
No braço de defesa e segurança, o cargueiro multimissão KC-390 Millennium reforçou sua trajetória de internacionalização. O modelo somou 46 pedidos, tendo como principal comprador a Força Aérea Brasileira, com 18 unidades, seguida pelas forças aéreas da Holanda (5) e da Áustria (4).
Outro destaque do setor foi o A-29 Super Tucano, que recebeu 39 encomendas no total. O mercado externo foi o grande responsável por essa demanda, com pedidos expressivos vindos de Portugal (12), Uruguai (6) e Panamá (4).
Crescimento acelerado no ritmo de entregas
Além da robusta carteira de novos negócios, a Embraer acelerou sua produtividade industrial. Durante o ano de 2025, a fabricante entregou um total de 244 aeronaves, superando em 18% o volume de 206 jatos entregues no ano anterior.
A aviação executiva liderou o fluxo de saída da fábrica com 155 aeronaves entregues aos clientes. Já a aviação comercial registrou o envio de 78 unidades, enquanto o segmento de defesa e segurança completou a entrega de 11 aeronaves ao longo do período.












