EconomiaEmpresa de Sombrio destaca qualidade e produção de arroz

Empresa de Sombrio destaca qualidade e produção de arroz

O excesso de chuva e as dificuldades financeiras dos produtores preocupam o setor do arroz e podem reduzir a produção, segundo Carlos Alano, proprietário da Agro Alano Alimentos, de Sombrio. Durante entrevista ao Jornal Amorim 1ª Edição, da Rádio 102.9 Amorim FM, o empresário abordou os obstáculos para o início do plantio, explicou etapas do beneficiamento e destacou a trajetória da indústria familiar no Sul catarinense.

Conforme Alano, as condições climáticas dificultam a preparação da terra, enquanto o endividamento e as restrições de crédito comprometem a capacidade de investimento dos agricultores. Na avaliação dele, a prioridade é conseguir realizar o plantio.

“A expectativa é que primeiro que o produtor consiga plantar”, afirmou.

Chuvas e dificuldades financeiras preocupam produtores

O empresário relatou que alguns agricultores decidiram deixar de cultivar áreas mais baixas e próximas a rios por causa do excesso de chuva. Segundo ele, esse cenário pode resultar em menor produção e também exige atenção à qualidade dos grãos.

Alano afirmou que os preços de comercialização têm pressionado a cadeia produtiva. De acordo com seu relato, há produtores que acumulam safras com prejuízo, situação que dificulta a continuidade da atividade.

Ele destacou que os desafios atingem tanto quem trabalha na lavoura quanto as indústrias responsáveis pelo beneficiamento e pela distribuição do alimento.

Qualidade começa na escolha da semente

Durante a entrevista, Alano explicou que a qualidade do arroz depende de uma sequência de cuidados, desde a seleção da semente e das variedades cultivadas até a colheita, a secagem, a armazenagem e o transporte.

Segundo o empresário, a indústria mantém parcerias com produtores para buscar um padrão de qualidade nos produtos comercializados. A proposta, afirmou, é oferecer regularidade no resultado do preparo.

Na unidade industrial, o arroz passa por equipamentos responsáveis pelo descascamento, polimento, seleção e empacotamento. Conforme Alano, o processo é automatizado, sem contato manual direto com os grãos nessas etapas.

Ao falar sobre o preparo doméstico, ele recomendou seguir a proporção de uma medida de arroz branco para duas de água fervente, conforme a orientação apresentada para os produtos da empresa.

Indústria familiar tem trajetória de mais de 40 anos

A história da família no setor começou com o pai de Carlos Alano, há mais de quatro décadas. Segundo o entrevistado, ele permanece envolvido nas atividades de compra e armazenagem no Rio Grande do Sul, ao lado do neto Rodrigo.

A operação mantém uma ligação entre a estrutura gaúcha e a indústria localizada em Sombrio. O empresário explicou que o fornecimento de matéria-prima do estado vizinho integra a rotina de abastecimento da empresa.

No Sul catarinense, a indústria trabalha com as marcas Alano, Lupe, Pavão e Belletini. O portfólio inclui arroz branco, integral, parboilizado e farinha de arroz, com distribuição no Vale do Araranguá e em municípios como Criciúma, Içara e Balneário Rincão.

Empresário defende valorização dos negócios locais

Alano também abordou a concorrência no setor e a importância das empresas familiares para a economia regional. Segundo ele, a reunião de marcas tradicionais foi uma das estratégias adotadas para manter a atuação no mercado.

Durante a entrevista, o empresário defendeu que os consumidores considerem a origem dos produtos nas compras e valorizem os negócios que geram empregos na região.

“Temos que valorizar aqui o produto da região, a empresa da região”, declarou.

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