Com o objetivo de orientar o setor produtivo sobre as profundas alterações no sistema de impostos do país, as principais entidades empresariais de Araranguá promoveram uma palestra conjunta na noite desta segunda-feira, 23. O evento, realizado na sede da ACIVA, reuniu empresários, contadores e advogados para discutir o período de transição da Reforma Tributária, que tem início em 2026 e se estende até 2033. Segundo informações divulgadas pelas entidades organizadoras, a iniciativa buscou oferecer suporte técnico e estratégico diante das novas diretrizes econômicas.
A mobilização foi organizada pela CDL de Araranguá, ACIVA, Sindicont, OAB, Sescon Sul e Nueva. A condução técnica do encontro ficou a cargo do contador Jandir Pereira e do advogado tributarista Rodrigo Nolla, que detalharam as etapas de implementação dos novos tributos. O foco principal da apresentação foi o planejamento necessário para que as empresas locais se adaptem sem prejuízos financeiros durante o processo de substituição tributária.
Calendário de transição e mudanças nos impostos
Durante a explanação, os especialistas destacaram que o ano de 2027 será um marco importante, com a entrada em vigor da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá integralmente o PIS e a Cofins. De acordo com o que foi apresentado no evento, a transição para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) — que unifica o ICMS e o ISS — ocorrerá de maneira escalonada entre os anos de 2029 e 2032.
Este cronograma de longo prazo exige que as organizações iniciem o planejamento estratégico imediatamente. A complexidade de operar sob dois regimes simultâneos durante a transição foi um dos pontos de maior atenção entre os profissionais da área contábil e jurídica presentes.
Posicionamento das lideranças empresariais
A presidente da CDL de Araranguá, Rejane Silva de Araujo, enfatizou a necessidade de vigilância por parte do empresariado regional. “Estamos vivendo um dos momentos mais importantes da história tributária do país. É fundamental que os empresários estejam atentos, busquem informação qualificada e se preparem com antecedência para evitar impactos negativos em seus negócios”, declarou a dirigente.
Complementando a visão institucional, o presidente da ACIVA, Jadiel Boza Della Vechia, ressaltou a importância do espaço democrático para o debate. “Para a ACIVA é uma grande alegria sediar e promover, junto às demais entidades, um encontro como este. A Reforma Tributária traz mudanças profundas e impactará diretamente o dia a dia das empresas. Nosso papel é justamente criar espaços de diálogo, esclarecimento e preparação”, afirmou Jadiel.
Importância da união institucional
A colaboração entre as diferentes siglas de classe foi apontada como um diferencial para o fortalecimento do comércio e da indústria local. Para os organizadores, a união de forças permite que o acesso à informação técnica seja ampliado para todos os níveis do setor produtivo.
A presidente da CDL, Rejane Silva de Araujo, reforçou este aspecto de cooperação. “Quando as instituições se unem, fortalecemos o comércio, a classe empresarial e ampliamos o acesso à informação de qualidade. A reforma tributária afeta todos os setores, e somente com união e diálogo conseguiremos enfrentar esse período de transição com mais segurança”, finalizou.
A ação conjunta reafirma o papel das entidades de Araranguá como suporte técnico essencial para a sustentabilidade econômica da região frente às transformações do cenário nacional.













