GeralEstudo aponta desigualdade salarial entre homens e mulheres

Estudo aponta desigualdade salarial entre homens e mulheres

Mesmo com maior escolaridade e crescente participação no mercado de trabalho, as mulheres continuam recebendo menos que os homens no Brasil e em Santa Catarina, segundo estudo divulgado pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). A pesquisa, elaborada pelo Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação, analisa dados recentes e busca explicar as causas estruturais dessa diferença.

De acordo com o levantamento, no Brasil, a remuneração média masculina é de R$ 3.950,29, enquanto as mulheres recebem, em média, R$ 3.457,72. Isso representa uma diferença de 12,47%, ou seja, para cada R$ 100 pagos aos homens, as mulheres recebem cerca de R$ 87,53.

Em Santa Catarina, a desigualdade é ainda maior. No estado, os homens têm rendimento médio de R$ 4.146,63, contra R$ 3.560,44 das mulheres, o que equivale a uma diferença de 14,14%. Na prática, as mulheres recebem aproximadamente R$ 85,86 para cada R$ 100 pagos aos homens.

O estudo também identificou que a disparidade se mantém em diferentes regiões do Sul catarinense. Na área da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), por exemplo, a remuneração feminina corresponde a cerca de R$ 83,02 para cada R$ 100 recebidos pelos homens, índice inferior à média estadual.

A pesquisa mostra ainda que a diferença varia conforme o setor econômico. A maior desigualdade no país ocorre na indústria, onde as mulheres recebem cerca de R$ 73,75 para cada R$ 100 pagos aos homens. Em áreas como informação, comunicação e atividades financeiras, o valor é de aproximadamente R$ 79,40. Já em outros serviços, a diferença é menor, com mulheres recebendo cerca de R$ 93,17 para cada R$ 100.

Em alguns segmentos específicos, como a construção civil, ocorre o inverso: as mulheres recebem, em média, R$ 105,61 para cada R$ 100 pagos aos homens, resultado associado à menor presença feminina e à concentração em funções mais qualificadas.

Segundo representantes da universidade, estudos desse tipo contribuem para ampliar o debate público e orientar políticas voltadas à redução das desigualdades. A pesquisa foi desenvolvida com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e envolveu uma equipe multidisciplinar de pesquisadores.

Os dados reforçam que, apesar dos avanços na educação e na inserção profissional, a desigualdade salarial de gênero permanece como um desafio estrutural no mercado de trabalho, exigindo análise contínua e medidas para promover maior equidade.

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